PF deflagra operação contra esquema de tráfico aéreo de cocaína entre Bolívia e Brasil

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (26), a Operação Mállku, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no transporte de cocaína da Bolívia para o Brasil por meio de aeronaves.

A investigação teve início após a apreensão de mais de meia tonelada de cocaína, realizada em fevereiro deste ano, em Marcelândia (MT), durante uma ação conjunta entre a Polícia Federal e o Grupo Especial de Fronteira (Gefron). Na ocasião, os agentes localizaram uma aeronave utilizada no transporte da droga em uma propriedade rural.

Além do entorpecente, também foram apreendidos uma arma de fogo, um veículo usado no apoio logístico e diversos materiais que serviram como base para o avanço das

investigações.

Operação Mállku cumpre mandados em Mato Grosso e São Paulo para desarticular grupo criminoso responsável pela logística de transporte da droga por aeronaves clandestinas
Operação Mállku cumpre mandados em Mato Grosso e São Paulo para desarticular grupo criminoso responsável pela logística de transporte da droga por aeronaves clandestinas

Segundo a Polícia Federal, as diligências apontaram que a droga tinha origem na Bolívia e era introduzida clandestinamente em território brasileiro por rotas aéreas ilegais. O esquema seria responsável pelo abastecimento de facções criminosas com atuação em diferentes regiões do país.

Ao todo, estão sendo cumpridas sete ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal.

As ações ocorrem em endereços ligados aos investigados nas cidades de Ribeirão Preto (SP), Sinop, Alta Floresta e Marcelândia, em Mato Grosso.

De acordo com os investigadores, os elementos reunidos até o momento indicam a existência de uma estrutura criminosa organizada, voltada à internalização e distribuição de grandes quantidades de cocaína em território nacional.

A operação segue em andamento, e a Polícia Federal continua com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

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