
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o assassinato de Bruno Alexandre Souza da Silva, de 24 anos, morto a tiros em outubro de 2025, em Confresa. Segundo as investigações, o crime foi planejado por familiares da vítima e teria sido motivado por uma disputa envolvendo a divisão de uma herança.
Nesta segunda-feira (3), a Polícia Civil deflagrou a Operação Philéos para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados. Todas as ordens judiciais foram cumpridas em Confresa, com apoio das delegacias de Vila Rica e Porto Alegre do Norte.
De acordo com o delegado Rogério da Silva Irlandes, responsável pela investigação, os elementos reunidos durante o inquérito indicam que divergências familiares relacionadas à partilha de bens teriam motivado a execução do jovem.
Dois homens são presos durante operação
Durante o cumprimento dos mandados, dois homens foram presos em flagrante após policiais encontrarem armas de fogo e munições de calibre permitido.
Um dos investigados também deverá responder por porte ilegal de arma de fogo. Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia e poderá contribuir para esclarecer a participação de cada suspeito no homicídio.
Jovem foi morto com criança no colo
Bruno Alexandre foi assassinado na noite de 8 de outubro de 2025, quando chegava à residência onde morava, no bairro Babinsk, em Confresa.
A companheira dirigia o veículo, enquanto Bruno estava com a enteada, de apenas um ano e dois meses, no colo. Segundo a investigação, um homem se aproximou do automóvel e efetuou vários disparos.
Bruno foi atingido por pelo menos seis tiros e morreu antes de receber atendimento médico. A criança também foi atingida de raspão, mas sobreviveu. Após o ataque, o criminoso fugiu a pé.
Inicialmente, a Polícia Civil analisou diferentes hipóteses para o assassinato. Com o avanço das diligências, os investigadores encontraram indícios de que o homicídio teria sido encomendado por pessoas da própria família devido a conflitos relacionados à herança.
Operação Philéos
O nome da operação faz referência à palavra grega “philéos”, associada ao amor fraterno. Conforme a Polícia Civil, a escolha representa o contraste entre o significado do termo e o cenário descoberto durante a investigação, marcado por conflitos familiares e pela suspeita de planejamento de um assassinato.
Apesar da conclusão do inquérito, as apurações continuam para individualizar a participação de cada envolvido e reunir novos elementos para responsabilizar os autores e possíveis mandantes do crime perante a Justiça.


