Elefante Sandro: Santuário em MT prepara operação de transferência histórica

santuário localizado na Chapada dos Guimarães (MT) será o novo lar do elefante Sandro. Após quatro anos de tramitação judicial, uma decisão unânime determinou a transferência do animal, que reside no Zoológico de Sorocaba (SP) desde 1982, para uma área que oferece condições de vida mais próximas ao habitat natural.

O cronograma enviado à Justiça pela equipe técnica do Santuário de Elefantes Brasil aponta que a transferência deve ocorrer até o dia 14 de setembro.

Sandro, um elefante asiático macho de 53 anos, é um dos animais mais antigos do Zoológico Municipal de Sorocaba. O animal vive no local há mais de quatro décadas e, antes de chegar ao zoológico, passou dez anos como atração em um circo.

Logística: Desafio contra o tempo e o clima

 

é complexa e exige um planejamento rigoroso, principalmente devido às altas temperaturas registradas em Mato Grosso entre julho e setembro. Para garantir o conforto do animal durante a viagem, a caixa de transporte passará por adaptações específicas:

  • Climatização: Ajustes de ventilação e sistemas de controle térmico estão sendo testados.
  • Monitoramento: O sistema de refrigeração será monitorado continuamente, com ajustes refinados de acordo com a previsão do tempo nos dias da operação.
  • Segurança: A caixa será fixada com travas de alta resistência, garantindo a estabilidade durante o longo percurso.

A batalha judicial e o bem-estar

A ação foi movida pelo Ministério Público em 2022, sustentando que o santuário oferece uma infraestrutura superior para o bem-estar físico e psicológico do elefante. Enquanto o Santuário de Elefantes Brasil prepara a recepção, a Prefeitura de Sorocaba informou, por meio de nota, que, embora cumpra a decisão judicial, continua buscando meios legais para manter o animal no zoológico, onde vive sob cuidados de veterinários e biólogos há 44 anos.

Santuário de Elefantes Brasil

Localizado na Chapada dos Guimarães, o santuário é referência no país para o acolhimento de elefantes resgatados de situações de cativeiro ou maus-tratos. O espaço permite que os animais vivam em liberdade, em grandes áreas cercadas, onde podem expressar comportamentos naturais de sua espécie — algo impossível dentro de recintos de zoológicos tradicionais.

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