
Fêmea com pelagem escura foi fotografada em uma reserva de Mato Grosso do Sul; alteração rara é provocada pelo excesso de melanina
Um registro inédito confirmou cientificamente a existência de um cervo-do-pantanal com pelagem preta. O animal, uma fêmea adulta, foi fotografado na reserva Caiman Pantanal, localizada em Miranda, Mato Grosso do Sul.
O flagrante ocorreu em fevereiro de 2021, mas passou a ser reconhecido oficialmente após a publicação de um estudo realizado por pesquisadores da Associação Onçafari, em parceria com a Embrapa Pantanal.
A coloração incomum é provocada pelo melanismo, uma alteração genética que causa produção excessiva de melanina e deixa os pelos muito mais escuros. Normalmente, o cervo-do-pantanal possui pelagem castanho-avermelhada, com partes inferiores mais claras.
Fêmea com pelagem escura foi fotografada em uma reserva de Mato Grosso do Sul; alteração rara é provocada pelo excesso de melanina
Um registro inédito confirmou cientificamente a existência de um cervo-do-pantanal com pelagem preta. O animal, uma fêmea adulta, foi fotografado na reserva Caiman Pantanal, localizada em Miranda, Mato Grosso do Sul.
O flagrante ocorreu em fevereiro de 2021, mas passou a ser reconhecido oficialmente após a publicação de um estudo realizado por pesquisadores da Associação Onçafari, em parceria com a Embrapa Pantanal.
A coloração incomum é provocada pelo melanismo, uma alteração genética que causa produção excessiva de melanina e deixa os pelos muito mais escuros. Normalmente, o cervo-do-pantanal possui pelagem castanho-avermelhada, com partes inferiores mais claras.
Segundo os pesquisadores, este é o primeiro registro científico de melanismo na espécie. Ao longo de quase 40 anos de levantamentos e observações no Pantanal, nenhum animal com essa característica havia sido documentado.
A descoberta também confirma histórias contadas há gerações por moradores e pescadores pantaneiros. Próximo à Estação Ecológica de Taiamã, em Mato Grosso, existe inclusive um local conhecido como Baía do Cervo Preto, nome que já indicava antigos relatos sobre animais com a pelagem escura.
Além da fêmea registrada no Pantanal, pelo menos dois machos melânicos foram identificados no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, localizado entre Minas Gerais e Bahia. Os animais foram observados por meio de armadilhas fotográficas e durante monitoramentos realizados pelas equipes de campo.
No Cerrado, os pesquisadores acreditam que o isolamento das populações e o cruzamento entre animais aparentados possam favorecer o aparecimento da característica genética. No Pantanal, entretanto, o fenômeno é considerado ainda mais raro, já que o bioma concentra aproximadamente 88% da população brasileira da espécie.
O cervo-do-pantanal é o maior cervídeo da América do Sul e pode pesar até 130 quilos. A espécie é considerada vulnerável e sofre principalmente com a destruição de áreas úmidas, incêndios, caça, doenças e perda de habitat.
Os cientistas destacam que ainda são necessários novos estudos para entender as causas e os possíveis impactos do melanismo. A pelagem preta pode dificultar a camuflagem, aumentar a absorção de calor e tornar o animal mais visível para predadores e caçadores.
Segundo os pesquisadores, este é o primeiro registro científico de melanismo na espécie. Ao longo de quase 40 anos de levantamentos e observações no Pantanal, nenhum animal com essa característica havia sido documentado.
A descoberta também confirma histórias contadas há gerações por moradores e pescadores pantaneiros. Próximo à Estação Ecológica de Taiamã, em Mato Grosso, existe inclusive um local conhecido como Baía do Cervo Preto, nome que já indicava antigos relatos sobre animais com a pelagem escura.
Além da fêmea registrada no Pantanal, pelo menos dois machos melânicos foram identificados no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, localizado entre Minas Gerais e Bahia. Os animais foram observados por meio de armadilhas fotográficas e durante monitoramentos realizados pelas equipes de campo.
No Cerrado, os pesquisadores acreditam que o isolamento das populações e o cruzamento entre animais aparentados possam favorecer o aparecimento da característica genética. No Pantanal, entretanto, o fenômeno é considerado ainda mais raro, já que o bioma concentra aproximadamente 88% da população brasileira da espécie.
O cervo-do-pantanal é o maior cervídeo da América do Sul e pode pesar até 130 quilos. A espécie é considerada vulnerável e sofre principalmente com a destruição de áreas úmidas, incêndios, caça, doenças e perda de habitat.
Os cientistas destacam que ainda são necessários novos estudos para entender as causas e os possíveis impactos do melanismo. A pelagem preta pode dificultar a camuflagem, aumentar a absorção de calor e tornar o animal mais visível para predadores e caçadores.


