Um supermercado de Rondonópolis (212 km de Cuiabá) foi condenado a pagar R$ 10 mil por danos morais a um funcionário que sofreu assédio eleitoral depois de se filiar ao PT. A decisão foi mantida por unanimidade pela 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT) e publicada nesta quinta-feira (29).
O trabalhador, que era supervisor de setor, relatou ter sido alvo de comentários ofensivos, constrangimentos e pressões do sócio-proprietário para desistir de uma candidatura e mudar suas convicções partidárias.
Segundo o processo, após a filiação, ele passou a ser chamado de “vagabundo” e “corrupto” e era responsabilizado por supostos prejuízos ao supermercado por apoiar o presidente eleito pelo partido. Uma testemunha disse que o dono chegou a pedir a outro empregado que convencesse o supervisor a abandonar a candidatura.
Na defesa, o supermercado negou o assédio e disse respeitar a diversidade de opiniões. O relator, juiz convocado José Hortêncio Ribeiro Júnior, entendeu que o depoimento de uma única testemunha, desde que consistente, pode ser suficiente para comprovar o assédio.


