
O ministro Carlos Vuyk de Aquino, do Superior Tribunal Militar (STM), concedeu prazo de dez dias para que a defesa de Jair Bolsonaro se manifeste no processo que pede a perda de sua patente militar. A decisão foi tomada nesta terça-feira (10).
Caso a perda da patente seja confirmada, o salário atualmente recebido por Bolsonaro será convertido em pensão destinada à esposa ou às filhas. O benefício é conhecido como “morte ficta” e está previsto na legislação das Forças Armadas desde 1960.
A Constituição estabelece que oficiais das Forças Armadas podem ser expulsos em casos de condenação criminal superior a dois anos de prisão.
Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão, acusado de liderar uma tentativa de ruptura institucional para permanecer no poder após a derrota nas eleições de 2022.
Atualmente, o ex-presidente cumpre pena em uma sala de Estado Maior localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Além de Bolsonaro, o MPM também solicitou a perda da patente de Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Braga Netto e do almirante Almir Garnier, todos condenados pelo Supremo Tribunal Federal.


