Sorriso: Luana, que estava desaparecida, está morta, diz delegado; ela foi chamada por amiga para ir a uma casa e lá foi torturada e morta; assassinos lavaram casa do piso ao teto

O delegado Bruno França confirmou neste domingo (02.03) que Luana Bruineis Gonçalves da Silva, de 23 anos, está morta. Apesar da convicção da Polícia, o corpo da jovem ainda não foi localizado.

A investigação contou com o apoio da Polícia Militar, que na sexta-feira (28.02) prendeu um dos envolvidos no crime, inicialmente por porte de munição, pois a polícia ainda não tinha um mandado de prisão expedido, apesar da convicção de seu envolvimento no sequestro. Com base nas provas reunidas, a Justiça decretou a prisão temporária de dois suspeitos de envolvimento no sequestro, homicídio e ocultação de cadáver de Luana. A jovem tinha histórico de envolvimento com o tráfico de drogas.

Durante as apurações, a Polícia Civil e a Polícia Militar descobriram que outro sequestro ocorreu no bairro Mário Haiter, vinculado ao desaparecimento de Luana. Dois jovens foram sequestrados, mas acabaram liberados. Com isso, os investigadores identificaram o veículo usado no crime e dois dos quatro suspeitos.

O Poder Judiciário autorizou o cumprimento do mandado de prisão contra o suspeito já detido e outro envolvido que estava foragido desde a Operação Unfollow, na qual um influenciador foi preso por tráfico de drogas, associação criminosa e extorsão.

O delegado também informou que solicitará a internação de uma adolescente de 16 anos, apontada como a pessoa que atraiu Luana para a emboscada. A vítima teria ido à casa da menor buscar drogas para revenda quando foi sequestrada. A residência foi abandonada após o crime e, segundo a polícia, foi completamente limpa com alvejante, o que reforça a suspeita de que o homicídio ocorreu no local.

O carro usado no crime foi visto no bairro Ocidental logo após a chegada da vítima. Depois, o veículo não foi registrado por câmeras por cerca de duas horas e cinco minutos, reaparecendo na região de mata do bairro Carolina, conhecida por ser ponto de desova de corpos. No entanto, o paradeiro do corpo de Luana segue desconhecido.

O delegado relatou que conversou com o primeiro suspeito preso, descrevendo-o como uma pessoa de “frieza implacável”, que não demonstrou qualquer empatia pela família da vítima e se recusa a revelar a localização do corpo.

Os familiares de Luana Bruineis Gonçalves da Silva procuraram a delegacia para registrar seu desaparecimento na quinta-feira (27/02), data em que sua mãe conversou com ela pela última vez por telefone.

Segundo a mãe, Luana afirmou que iria até a casa de uma amiga. No entanto, ela era responsável por buscar o filho na creche às 17h, o que não ocorreu. Preocupada, a mãe recebeu uma ligação da escola informando que Luana não havia buscado a criança. Ela então iniciou buscas em locais frequentados pela filha e conversou com amigos, mas sem sucesso, acionando a polícia em seguida.

No momento do desaparecimento, Luana estava em uma motocicleta Honda CG 160 preta, com placa QCV-7A73. As investigações seguem para localizar seu corpo e elucidar completamente o crime.

Compartilhar

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Telegram
Imprimir

últimas Notícias