Servidora é exonerada do cargo de Ouvidora por cobrar transparência na Prefeitura de Rosário Oeste

Na manhã desta quarta-feira (26), o site Rosário Notícias divulgou a exoneração de Juliana Cristina Vieira de Arruda do cargo de Ouvidora Municipal de Rosário Oeste, oficializada pela Portaria 091/2025, assinada pelo prefeito Mariano Balabam (PSB). A decisão gerou controvérsia, com fontes ligadas à gestão municipal alegando que a exoneração foi motivada pela postura de Juliana em cobrar transparência, enquanto outras fontes apontam para conflitos internos e acusações de perseguição por parte de outros membros da administração.

Veja mais detalhes abaixo:

 

A gestão do prefeito Mariano Balabam tem enfrentado uma crescente onda de críticas em relação à sua postura sobre transparência e ao tratamento dispensado aos servidores públicos que buscam fiscalizar a administração. A recente exoneração de Juliana, que ocupava o cargo de Ouvidora Municipal, levanta questões sobre o autoritarismo e, conforme algumas fontes, atitudes de perseguição direcionadas àqueles que buscam cumprir o dever de fiscalizar e garantir a transparência dos atos administrativos.

Fontes internas à Prefeitura, que preferem permanecer anônimas, indicam que a exoneração de Juliana estaria diretamente relacionada à sua postura firme na cobrança por mais clareza e acesso às informações da gestão. De acordo com essas fontes, o secretário de Governo, Alexandre Taques Lucena, teria comunicado a decisão de forma indireta, por meio de terceiros, sem sequer ter uma conversa pessoal com a servidora. Isso levanta questionamentos sobre a forma como os servidores da Prefeitura estão sendo tratados, já que, ao invés de serem respeitados e considerados em suas funções, parecem estar sendo alvo de ações motivadas politicamente.

Juliana, em sua primeira manifestação após a exoneração, relatou que se encontrava em capacitação em Cuiabá quando foi informada sobre sua saída. Segundo ela, a comunicação foi feita de forma abrupta e sem qualquer diálogo direto com as autoridades competentes. A ex-ouvidora ainda revelou que, embora a portaria de exoneração já estivesse publicada no Portal Transparência desde o dia 23 de março, ela não compreendia as razões por trás da decisão e, até aquele momento, não havia sido formalmente notificada.

Entretanto, uma fonte ligada ao portal Rosário Notícias afirmou que a exoneração de Juliana não surpreendeu aqueles que acompanham de perto a gestão de Balabam.

Segundo essa fonte, desde o início da administração, o secretário Alexandre Taques, juntamente com a advogada Edyellen Nunes da Silva e o ex-secretário de Saúde Rodrigo Ricardo, demonstraram oposição à atuação de Juliana.

Eles a viam como uma “ameaça”, acusando-a de ser “excessivamente falante” devido à sua insistência em cobrar maior transparência nos atos da administração.

Ainda mais grave, segundo fontes, foi a associação de Juliana com o ex-vereador Marcos Araújo, conhecido por suas denúncias sobre irregularidades na gestão municipal. A ex-servidora foi acusada de integrar um movimento de oposição e de atuar em conformidade com as denúncias de Araújo.

Uma das acusações mais contundentes contra a gestão foi a de que Juliana teria se recusado a seguir uma ordem dada pelo secretário Alexandre, considerada ilegal e imoral, o que, segundo relatos, teria motivado a intervenção direta no trabalho da Ouvidoria Municipal.

Além disso, a permanência de Edyellen Nunes da Silva, esposa do ex-secretário de Saúde Rodrigo Ricardo, na Assessoria Jurídica da Prefeitura, mesmo após uma recomendação do Ministério Público para sua exoneração, levanta dúvidas sobre o compromisso da gestão com a legalidade e a ética. A atitude do prefeito Mariano Balabam de permitir a continuidade dessa situação tem sido vista como uma demonstração de omissão e conivência com práticas questionáveis dentro do governo municipal.

A exoneração de Juliana não é um caso isolado. Ela faz parte de um contexto mais amplo de perseguição a servidores públicos e uma tentativa de enfraquecer aqueles que buscam a transparência. O prefeito e seu secretariado parecem estar mais preocupados com a manutenção do poder político e com a defesa de interesses próprios do que com a efetiva melhoria da administração pública.

Diante desses acontecimentos, surgem questões preocupantes: Por que o prefeito Mariano Balabam tem permitido que sua gestão se movimente com tamanha opacidade e autoritarismo? Por que a exoneração de Juliana, uma servidora que apenas cumpria sua função de garantir o acesso à informação, foi realizada de maneira tão precipitada e sem uma justificativa clara?

Os vereadores, que têm o papel de fiscalizar o poder executivo, agora enfrentam a responsabilidade de se posicionar diante dessa situação. Será que algum dos 11 vereadores, sejam da base governista ou da oposição, terá a coragem de questionar essa exoneração e defender os princípios da transparência e da legalidade? A resposta a essa questão será decisiva para a democracia local, e o tempo dirá se o Legislativo será capaz de enfrentar o autoritarismo que, aparentemente, domina a gestão de Mariano Balabam.

 

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