A Santa Casa de Cuiabá vai continuar funcionando. O governo anunciou nesta quarta-feira (11) que apresentará ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) proposta de R$ 25 milhões, em parcela única, para adquirir a unidade hospitalar. A medida assegura a manutenção de serviços considerados essenciais, como oncologia e nefrologia pediátrica.
Para o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Dr. João (MDB), a compra da Santa Casa representa um marco para a saúde pública em Mato Grosso. O parlamentar acompanhou de perto as discussões sobre o futuro do hospital e defendeu a continuidade dos atendimentos especializados.
Segundo o deputado, a principal preocupação era evitar a interrupção de áreas sensíveis. A oncologia atende pacientes em tratamento contínuo contra o câncer, enquanto a nefrologia pediátrica é referência para crianças que dependem de hemodiálise e acompanhamento constante.
Esses serviços não poderiam ser transferidos integralmente para outras unidades, como o Hospital Central ou o Hospital do Câncer, sem prejuízos à assistência. Com a aquisição da Santa Casa, os atendimentos permanecem no mesmo local, garantindo estabilidade às equipes e aos pacientes.
Além de manter a oncologia e a nefrologia pediátrica, o projeto prevê a ampliação das atividades da Santa Casa. A unidade deve passar a abrigar:
- Serviço de Verificação de Óbito (SVO);
- Cuidados paliativos para pacientes com câncer avançado, Esclerose Lateral Amiotrófica, insuficiência cardíaca ou renal;
- Central de Diagnóstico com exames como tomografia e raio-x;
- Suporte remoto a hospitais do interior do estado.
Também estão previstos atendimento em regime de hospital-dia, para procedimentos de baixa e média complexidade, e implantação de home care, ampliando o alcance da assistência.
Impacto na saúde pública
A manutenção da Santa Casa é vista como estratégica para a rede estadual de saúde. A unidade, considerada símbolo histórico de Cuiabá, segue como referência em tratamentos especializados e reforça a capacidade do sistema público de absorver demandas de alta complexidade.
Para o parlamentar, a decisão consolida meses de articulação política e diálogo institucional. A continuidade dos leitos, das máquinas de hemodiálise e das sessões de quimioterapia garante segurança aos pacientes e previsibilidade ao atendimento.
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