Salario médio do trabalhador atinge recorde e chega a R$ 3.722

O rendimento médio mensal dos trabalhadores no Brasil chegou a R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, o maior valor já registrado na série histórica iniciada em 2012. O dado representa crescimento real de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, já descontada a inflação.

Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado também confirma um segundo trimestre consecutivo com o rendimento acima de R$ 3,7 mil. No trimestre encerrado em fevereiro, a média havia sido de R$ 3.702, enquanto no fim de 2025 estava em R$ 3.662.

Movimento no mercado de trabalho

De acordo com o levantamento, a maioria dos setores analisados apresentou estabilidade nos rendimentos. Em oito dos dez grupos de atividade econômica, não houve variação significativa. Já o comércio teve alta de 3%, enquanto a administração pública registrou aumento de 2,5% nos salários médios.

Fatores que influenciaram o crescimento

Entre os elementos que ajudaram a explicar o avanço do rendimento médio está o reajuste do salário mínimo no início do ano, que passou para R$ 1.621. Segundo técnicos do IBGE, essa recomposição pode ter impacto direto na média salarial da economia.

Outro fator apontado é a redução no número de trabalhadores ocupados no período, especialmente no setor informal. Com cerca de 1 milhão de pessoas a menos no mercado em relação ao trimestre anterior, a queda ocorreu principalmente entre trabalhadores de menor renda, o que elevou a média geral dos rendimentos.

Massa de rendimentos também bate recorde

A soma total dos rendimentos pagos aos trabalhadores no país atingiu R$ 374,8 bilhões, também o maior nível já registrado. Em um ano, o crescimento foi de 7,1% acima da inflação, o que representa um acréscimo de R$ 24,8 bilhões na economia.

Previdência e informalidade

O levantamento mostra ainda que 66,9% dos trabalhadores ocupados contribuem para a Previdência Social, o maior índice da série histórica. Esse total representa aproximadamente 68,1 milhões de pessoas protegidas pelo sistema previdenciário.

O IBGE associa esse resultado à redução da informalidade, já que trabalhadores sem registro tendem a contribuir menos para a Previdência. No período analisado, a taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada.

Desemprego no menor nível para o período

A taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2026 ficou em 6,1%, o menor índice já registrado para esse período. O levantamento considera pessoas a partir de 14 anos e inclui diferentes formas de ocupação, como empregos formais, informais e trabalho por conta própria.

O IBGE reforça que apenas são consideradas desocupadas as pessoas que procuraram emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa, realizada em cerca de 211 mil domicílios em todo o país.

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