R$ 3 milhões sob investigação Emenda de deputado foi para a compra de hospital privado pelo Município

A “emenda pix” de R$ 3 milhões do deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (MDB) enviada ao município de Dom Aquino (166 km ao Sul de Cuiabá), alvo de investigação da Polícia Federal autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, teve como destino a compra de um hospital particular que passaria a ser público. Uma inspeção no local em julho de 2025 apontou que o município ainda não havia alterado o nome da unidade na fachada do prédio.

O relatório da Controladoria Geral da União (CGU) obtido pelo  aponta que o bem foi adquirido conforme o planejado que o município opera o hospital municipal adquirido com nome e cadastro no Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES) no prédio adquirido. No entanto, a execução do Plano de Trabalho (relatório de gestão) não foi regularmente lançada na plataforma Transferegov.br, dificultando o acompanhamento da execução dos recursos pelos órgãos de controle interno e externo.

Conforme o documento, o município de Dom Aquino recebeu o recurso financeiro no dia 4 de julho de 2024, mas enviou o Plano de Trabalho vinculado à emenda parlamentar apenas no dia 26 de março de 2025, fora do prazo legal. Segundo a CGU, o atraso na elaboração e no cadastro do Plano de Trabalho “dificultou a aplicação dos recursos públicos liberados, impactando negativamente a qualidade dos serviços públicos e o atendimento às necessidades da população”.

Além disso, após inspeção no local, foi verificado que o nome anterior do hospital particular não havia sido alterado, na fachada do prédio. Constava na fachada o nome “Hospital Bom Jesus”.

“A manutenção do nome privado (original) pode gerar confusão na população, dificultando a identificação do hospital como uma unidade pública. Além disso, pode impactar a transparência e a prestação de contas, uma vez que a população pode não perceber que o hospital é agora uma unidade pública”, diz trecho do relatório.

Apesar dos pontos destacados, a CGU considerou que foram constatadas “transparência e rastreabilidade adequadas”.

Sobre a recente investigação da Polícia Federal, a assessoria do deputado informou por meio de nota que a investigação deve verificar se a Prefeitura de Dom Aquino seguiu as condicionantes constitucionais para uso dos recursos públicos provenientes da Emenda Parlamentar.

Confira na íntegra.

“A investigação tem o objetivo de verificar se a Prefeitura de Dom Aquino cumpriu as condicionantes constitucionais assim como o planejamento, a eficácia, a transparência e a rastreabilidade dos recursos públicos provenientes da Emenda Parlamentar.

De acordo com auditoria realizada pela CGU (documento anexo), fica confirmado que o recurso foi alocado na compra de imóvel para a instalação do hospital municipal, que o bem adquirido está sendo utilizado conforme previsto no plano de trabalho, que os recursos recebidos tiveram a divulgação adequada no portal da transparência, além de atender aos critérios de rastreabilidade.

 

Ainda segundo o relatório, os pontos investigados são referentes ao envio de relatórios de gestão e prazo de apresentação do plano de trabalho, ambos também de responsabilidade única e exclusiva do município”.

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A força-tarefa é composta por Ministérios Públicos, Polícias Ambientais e órgãos de fiscalização de 11 estados brasileiros. A operação é coordenada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), por meio do Projeto Libertas, e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da organização Freeland Brasil e financiamento do Escritório de Assuntos Internacionais sobre Narcóticos e Aplicação da Lei dos Estados Unidos (INL). [Continua depois da Publicidade] Além de Minas Gerais e Mato Grosso, participaram os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Bahia. Em Mato Grosso, a operação contou com o apoio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), da Polícia Militar Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) com o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão em Cuiabá. Também foi cumprida uma ordem de busca e apreensão em Minas Gerais. [Continua depois da Publicidade] As investigações apontam que os animais em sua maioria aves dos biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, algumas ameaçadas de extinção, são retirados ilegalmente da natureza e comercializados em feiras clandestinas e pontos de venda irregulares. Além do tráfico de fauna, foram identificados outros crimes associados, como receptação, falsificação de documentos, maus-tratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. “A participação do MPMT na Operação Libertas reafirma nosso compromisso com a proteção da biodiversidade e o enfrentamento rigoroso aos crimes ambientais. O tráfico de fauna silvestre é uma prática cruel que compromete o equilíbrio ecológico e alimenta redes criminosas”, destacou Ana Luiza Avila Peterlini de Souza, promotora de Justiça titular da 15ª Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Cuiabá. “A operação deflagrada hoje é uma resposta contundente do Estado para proteger nossa fauna, essencial para o equilíbrio ambiental. As investigações seguem para consolidar provas e oferecer denúncia criminal pelos crimes de tráfico de fauna, maus-tratos, associação criminosa e lavagem de dinheiro”, afirmou Luciana de Paula Imaculada, promotora de Justiça do MPMG e coordenadora da operação pelo Projeto Libertas. “Essa ação integrada demonstra o compromisso sério do Ministério Público brasileiro com o enfrentamento ao tráfico de fauna silvestre, um crime que causa sofrimento a milhões de animais, ameaça espécies inteiras e compromete os serviços ecossistêmicos essenciais à vida. Combater essa prática é também proteger a saúde pública, a integridade ambiental e a própria governança do país, uma vez que essas redes criminosas frequentemente estão associadas a outras atividades ilícitas que afetam a segurança e a estabilidade ambiental”, concluiu Juliana Ferreira, diretora-executiva da Freeland Brasil.

CUIABÁ (MT) — A Polícia Militar de Mato Grosso realiza, na noite desta quarta-feira (29), o lançamento oficial da Operação Guns n’ Roses, conforme divulgado pela assessoria da corporação.

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