Queijos de Mato Grosso galgam um novo patamar

A produção artesanal de queijos de Mato Grosso definitivamente alcançou outro patamar, fazendo sucesso não só dentro do Estado, mas também nacionalmente, além de se destacar em premiações no Brasil e no exterior. A produção local tem se destacado pela qualidade e criatividade, colocando o estado na vanguarda do setor de laticínios artesanais. No 4º Mundial do Queijo do Brasil, realizado em São Paulo, neste mês de abril (de 16 a 19), os produtores locais conquistaram 29 medalhas, incluindo a categoria máxima Super Ouro, além de cinco Ouros, nove Pratas e 11 Bronzes.

Foram avaliados mais de 2.700 queijos – sendo cerca de 200 de Mato Grosso – vindos de 30 países, o que revela a dimensão e importância do concurso e o quanto os produtos mato-grossenses avançaram em qualidade. A participação de 30 produtores ocorreu por meio de uma missão organizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT). Os grandes destaques que receberam a nota máxima (Super Ouro) foram a Quinta da Cartucheira com a manteiga trufada e o queijo Diamante -vencedor Super Ouro.

A Queijaria J3 também foi reconhecida por sua coalhada seca e a Queijaria Vale da Chapada com o requeijão cremoso). De Nova Mutum, o maringá maturado conquistou medalha de bronze no Mundial. Os produtos foram avaliados de forma anônima por jurados brasileiros e internacionais, com critérios como aparência, textura, aroma e sabor.

Durante o evento, houve uma homenagem à produtora Raquel Cattani, premiada em edições anteriores e vítima de feminicídio em julho de 2024. A homenagem foi direcionada aos pais dela, Gilberto e Sandra Cattani. Entre os premiados estão os produtores Larissa Alves Berté Barbosa e Silas Vicente Barbosa Júnior, que conquistaram medalha SuperOuro com o queijo diamante e com a manteiga com trufas negras. O queijo rubi também foi premiado, com medalha de bronze. A família de Silas e Larissa trabalha com produção de leite desde 2010 e iniciou a fabricação de queijos artesanais em 2022, durante a pandemia de Covid-19, para evitar o desperdício de leite. A proposta inicial foi investir em queijos de longa maturação.

Os mestres queijeiros são integrantes da “Guilde Internationale des Fromagers” (Associação Internacional de Produtores de Queijo, em francês) que vieram ao Estado para a cerimônia de “Entronização” de novos membros brasileiros, No primeiro ano de produção, participaram de um concurso e conquistaram medalha de bronze com o queijo Diamante – a primeira premiação de um queijo de Mato Grosso nesse tipo de evento. Desde então, vêm conquistando inúmeras premiações no Brasil e exterior e atuando para o desenvolvimento da atividade em Mato Grosso.

O casal de produtores recebeu no dia 21 de abril, na Quinta da Cartucheira, uma comitiva de 17 mestres queijeiros, dos mais importantes do mundo, entre eles franceses, suíços, italianos, alemães, holandeses, ingleses, espanhóis para uma Master Class queijeira. No mini curso para cerca de 50 produtores de queijo artesanais do Mato Grosso, foi fabricado um queijo aos moldes europeus. Os mestres queijeiros são integrantes da “Guilde Internationale des Fromagers” (Associação Internacional de Produtores de Queijo, em francês) que vieram ao Estado para a cerimônia de “Entronização” de novos membros brasileiros,

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