Quatro suspeitos morrem em confronto com a PM em MT; um seria irmão de missionária ligada a facção

Quatro homens morreram após um confronto com policiais militares na manhã desta sexta-feira (6), nas proximidades de Nossa Senhora do Livramento, a cerca de 38 km de Cuiabá. Entre os mortos estaria um suspeito conhecido como “Bundinha”, apontado como irmão de uma mulher presa em julho durante uma operação que investigou a atuação de integrantes de uma facção criminosa em Mato Grosso.

De acordo com as informações preliminares, o grupo estava em uma Toyota SW4 quando teria reagido a uma tentativa de abordagem policial, efetuando disparos contra a equipe da Polícia Militar na região do Trevo do Lagarto.

Durante a troca de tiros, os quatro ocupantes do veículo foram baleados. Eles receberam os primeiros atendimentos médicos, mas não resistiram aos ferimentos.

A ocorrência ainda estava em andamento, e as identidades dos mortos seriam confirmadas pelas autoridades.

Um dos suspeitos, conhecido pelo apelido de “Bundinha”, foi apontado como irmão de Rhavenna Barcelos, presa em julho durante a operação Fariseus, da Polícia Civil. Conforme as informações iniciais, ele possuía mais de 60 registros criminais.

Armas foram apreendidas

Durante a ocorrência, os policiais apreenderam quatro armas de fogo: uma pistola e três revólveres. Um dos armamentos chamou a atenção por apresentar acabamento banhado a ouro.

Investigação envolve projeto religioso

Rhavenna Barcelos foi presa durante a operação Fariseus, que investigou o uso de um projeto religioso para obter e repassar informações entre integrantes do Comando Vermelho.

Ela também teve relacionamento com Jonas Souza Gonçalves, conhecido como “Batman”, apontado como uma das lideranças da organização criminosa e que, segundo as informações divulgadas, permanece foragido no Rio de Janeiro.

Ainda conforme as informações, Rhavenna teria planos de se casar com um dos chamados “conselheiros finais” da facção. O atual companheiro dela, Renildo Silva Rios, conhecido como “Véio”, está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).

A Polícia Militar deve divulgar mais detalhes sobre o confronto e a identificação dos mortos.

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