O presidente da Bolívia, Luis Arce, pediu ao papa Francisco na segunda-feira, 22, os arquivos e registros sobre os abusos sexuais cometidos por padres em seu pais. A solicitação vem após investigações abertas pelo Ministério Público sobre vários casos de pedofilia. A Bolívia está comovida com as revelações da imprensa envolvendo o falecido padre espanhol Alfonso Pedrajas, que confessou em um jornal privado que abusou de mais de 80 menores na Bolívia, onde chegou no início dos anos 1970. “Peço que a Justiça boliviana tenha acesso a todos os arquivos, processos e informações sobre essas denúncias e atos de abuso sexual cometidos por padres e religiosos católicos em território boliviano”, diz a carta enviada pelo presidente. O caso, apurado pelo jornal espanhol ‘El País’, deu origem a pelo menos oito denúncias apresentadas ao Ministério Público boliviano contra padres da Companhia de Jesus, envolvendo Pedrajas e os demais clérigos espanhóis Luis María Roma, Alejandro Mestre e Antonio Gausset, todos falecidos. O presidente Arce afirmou na nota que “o Estado boliviano se reserva o direito de admitir a entrada em território nacional de novos padres e religiosos estrangeiros que tenham esse histórico de abuso sexual contra menores”. A medida vigorará até a conclusão da negociação dos acordos e convenções bilaterais entre a Bolívia e o Vaticano. A Conferência Episcopal Boliviana confirmou, por sua vez, a visita do padre espanhol Jordi Bertomeu para abordar o tema dos abusos sexuais no país. Bartomeu é um dos principais funcionários do Departamento de Doutrina da Fé do Vaticano.

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