Preços dos ovos voltam a cair em outubro com demanda enfraquecida, aponta Cepea

Depois de um início de mês marcado pela estabilidade, as cotações dos ovos voltaram a cair nas principais praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Na segunda metade de outubro, as desvalorizações já chegam a 11%, refletindo a redução no ritmo de vendas da proteína.

De acordo com o Cepea, o mercado enfrenta um cenário de demanda enfraquecida, típico deste período do mês, quando o poder de compra do consumidor tende a diminuir. Diante disso, redes atacadistas e varejistas têm pressionado por descontos, o que levou produtores a reduzir os preços para evitar o acúmulo de estoques nas granjas.

Pesquisadores explicam que o comportamento do mercado segue coerente com a sazonalidade de consumo e com o equilíbrio entre oferta e procura. Ainda assim, a tendência é de que os preços voltem a se firmar nas semanas que antecedem o pagamento de salários, quando a procura por alimentos básicos, como o ovo, costuma reagir.

O produto, reconhecido como uma das fontes de proteína animal mais acessíveis, continua sendo uma alternativa importante para as famílias brasileiras, mesmo em momentos de retração no consumo.

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O ano de 2025 tem se caracterizado pela menor oscilação nos preços do boi gordo. Cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que a volatilidade dos preços do boi gordo neste ano está em 53,1%, menos da metade da observada em 2024 e 2023, por exemplo. Vale lembrar que o conceito estatístico de volatilidade se refere, neste caso, à variação dos preços em torno de sua média ao longo de janeiro até agora. Em outras palavras, indica a intensidade com que o preço se move para cima ou para baixo. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário sugere um ganho de eficiência na coordenação da cadeia, ainda que não necessariamente com distribuição equilibrada dos resultados entre seus elos. [Continua depois da Publicidade] Preços menos “voláteis” ao longo do ano indicam que o setor produtivo tem conseguido manter a oferta de animais mais constante – possivelmente com carcaças mais pesadas –, o que mantém as escalas continuamente preenchidas, linhas de abate ativas e abastecimentos interno e externo sem sobressalto. Com tal eficiência, pesquisadores do Cepea relatam que o mercado tem encontrado “ponto de equilíbrio”.

Dados do Cepea  (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que a diferença entre os preços da carcaça especial suína e da carcaça

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