Preço do boi gordo em Mato Grosso teve queda de 3,9% no ano e em SP aumento de 4,5%

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou, no boletim da pecuária, que apesar do mercado bem ofertado de animais, o Estado de São Paulo, por deter um elevado centro consumidor e ser o maior polo exportador de carne do país – principalmente para a China, registrou incremento de 4,50% no preço do boi gordo, no ano passado, ante a 2021.

“Contudo, em Mato Grosso ocorreu o movimento inverso, em que o preço médio da arroba apresentou queda de 3,91% no comparativo anual, reflexo da conjuntura de maior oferta de bovinos disponível e mercado interno que se manteve estagnado no período”, informa o instituto.

“Essa diferença entre as praças, resultou no alongamento do diferencial de base, que fechou na média de -13.33% em 2022 – o que representa um aumento de 7,48 pontos percentuais no comparativo anual. Dessa forma, ano passado, o boi gordo foi comercializado a R$ 278,12/@ e R$ 316,13/@ (valores livres de Funrural), nas praças mato-grossenses e paulistas, respectivamente”, conclui o IMEA.

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Os preços da soja disponível em Mato Grosso desvalorizaram 4,94%, semana passada, em relação à anterior, fechando na média de R$ 116,41/saca, na última sexta-feira. É a terceira semana consecutiva de queda nas cotações. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária divulgou, semana passada, análise do valor da soja no Estado mencionando que, nos últimos quatro anos, o preço da soja disponível exibiu grande valorização no Estado, mas esse cenário tem se invertido nos últimos meses A análise menciona, por exemplo, a cotação do último dia 20, “no Estado, que chegou a R$ 119,45/saca, sendo 88,44% maior que o observado há quatro anos (comparado com 22 de abril de 2019), devido à redução na oferta mundial da oleaginosa, o que elevou o patamar de preço. “Por outro lado, foi observado na segunda quinzena de novembro do ano passado, a constante desvalorização nas cotações da oleaginosa, devido à estimativa de grande produção para a safra 2022/23, ao prêmio portuário negativo, à queda no valor do produto em Chicago (EUA) e à menor demanda neste período, principalmente por parte da China”, acrescentaram os analistas do IMEA.

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