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Durante a rápida conversa, Lula fez um pedido direto ao general: apoio ao projeto de lei que trata da exploração de terras raras e de minerais críticos e estratégicos. Mourão confirmou o pedido feito pelo presidente e afirmou que é favorável à proposta.
“Falei para ele que a iniciativa tem o meu apoio”, relatou o senador ao jornal O Globo. Questionado se seguirá o pedido de Lula, Mourão respondeu: “Está dentro da minha visão sobre o assunto”.
O episódio ganha um peso político maior porque Mourão, além de ter sido vice de Bolsonaro, atualmente apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Ainda assim, o senador sinalizou disposição para trabalhar pela aprovação de uma pauta defendida pelo atual chefe do Executivo.
Após o encontro, Mourão reconheceu que a conversa provavelmente provocará reação entre seus antigos aliados. “Certamente vão pegar no meu pé. Hoje em dia, se o cara não está preso, já é considerado traidor”, afirmou.
A declaração também expõe o ambiente de forte polarização política em que até uma conversa institucional entre adversários pode virar motivo para cobrança dentro do próprio campo político.

