
O subsolo de Mato Grosso provou, mais uma vez, ser uma mina de ouro para a economia. Em 2024, a extração de metais (incluindo a grafita) movimentou impressionantes R$ 5,064 bilhões no estado.
Esse resultado, detalhado no novo Anuário Mineral Brasileiro da Agência Nacional de Mineração (ANM), consolida Mato Grosso como o 6º maior polo de mineração metálica do país.
Embora o Brasil seja um gigante liderado pelo Pará e Minas Gerais — que juntos movimentam quase R$ 184 bilhões, principalmente com ferro —, Mato Grosso encontrou seu brilho no ouro. O metal precioso é o carro-chefe das nossas terras, gerando sozinho mais de R$ 3,9 bilhões. Esse montante é dividido entre grandes concessões industriais e o trabalho de mineradores sob permissão de lavra.
Cidades que movem o setor
Se o estado é um protagonista mineral, o crédito vai para municípios que já se tornaram referência histórica e econômica na atividade:
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Poconé
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Pontes e Lacerda
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Peixoto de Azevedo
O relatório da ANM não foca apenas no lucro imediato, mas na importância estratégica dos minérios para o futuro do planeta. Substâncias como lítio, cobre, níquel e grafita agora ganham destaque por serem essenciais para a fabricação de baterias e tecnologias limpas.
Mato Grosso, ao integrar esse seleto grupo de produtores, deixa de ser apenas um fornecedor de commodities para se tornar peça-chave na transição energética global.


