
A esperança de encontrar Ágatha Isabelly Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4, ganhou um passo decisivo. A mãe dos irmãos desaparecidos desde janeiro em Bacabal (MA) foi convocada para uma reunião com a Interpol, e até exames de DNA poderão ser utilizados para descobrir se as crianças estão entre os 163 menores recentemente localizados nos Estados Unidos.
O encontro está previsto para ocorrer no escritório da Interpol instalado na sede da Polícia Federal, em São Luís. A reunião permitirá atualizar e reunir informações que poderão ser confrontadas com os dados das crianças encontradas durante uma grande operação realizada na Flórida.
Apesar da expectativa criada pelo avanço internacional, ainda não existe confirmação oficial de que Ágatha e Allan estejam entre os menores localizados nos Estados Unidos.
Fotos, sinais físicos e documentos serão cruzados
A identificação não depende apenas da semelhança entre fotografias que circulam nas redes sociais.
O processo pode começar pelo cruzamento de fotos, nomes, datas de nascimento, características físicas, documentos e informações registradas desde o desaparecimento.
Imagens faciais também poderão ser analisadas pelas autoridades.
Caso esses elementos não sejam suficientes para estabelecer uma identificação segura, a investigação poderá avançar para uma etapa ainda mais precisa: a comparação genética.
A Interpol possui mecanismos internacionais de cooperação que permitem o compartilhamento e confronto de informações como perfis de DNA, impressões digitais e dados de identificação entre autoridades de diferentes países.
Consulado brasileiro acompanha apuração nos Estados Unidos
O Consulado-Geral do Brasil em Miami também acompanha as diligências para verificar se existem brasileiros entre os menores encontrados.
O procedimento exige cooperação com as autoridades norte-americanas, já que os dados envolvem crianças e adolescentes e estão sujeitos a regras de proteção e sigilo.
A operação que reacendeu a esperança da família ocorreu entre 17 e 21 de agosto. Batizada de Statewide Shield, a mobilização encontrou 163 crianças e adolescentes, com idades entre dois meses e 17 anos.
Irmãos estão desaparecidos desde janeiro
Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro de 2026, depois de saírem para brincar na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal.
Um primo que estava com os irmãos foi encontrado vivo três dias depois. Desde então, porém, nenhuma pista conseguiu levar à localização das duas crianças.
Agora, oito meses depois do desaparecimento, a entrada da cooperação internacional abre uma nova frente na investigação.
A resposta mais aguardada pela família, entretanto, ainda depende das verificações oficiais: Ágatha e Allan estão ou não entre as crianças encontradas nos Estados Unidos?


