
Uma mulher de 62 anos foi assassinada a facadas pela própria filha no último domingo (25), no município de Guapó, na Região Metropolitana de Goiânia. O crime, que causou comoção na cidade, teria sido motivado por uma discussão envolvendo o corte de cabelo da neta, uma criança de apenas 5 anos.
A vítima foi identificada como Maria de Lourdes de Jesus. Conforme as informações apuradas pela Polícia Civil, a confusão teve início quando a avó prendeu o cabelo da menina com a intenção de cortá-lo, atitude que desagradou a mãe da criança e acabou desencadeando o confronto.
Segundo o delegado responsável pelo caso, a família já possuía um histórico de conflitos. Em abril de 2025, Maria de Lourdes chegou a solicitar uma medida protetiva contra a filha, devido a desentendimentos recorrentes. A ordem judicial, no entanto, foi posteriormente revogada a pedido da própria vítima meses depois.
No dia do crime, imagens de câmeras de videomonitoramento registraram a presença da suspeita na residência da mãe, acompanhada da filha. Em meio à discussão, a mulher teria se apoderado de uma faca e desferido golpes contra Maria de Lourdes, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Após o homicídio, a autora fugiu para Goiânia, onde foi localizada e presa pelas forças de segurança. Ela foi encaminhada à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), onde confessou o crime durante os procedimentos iniciais.
Prisão preventiva
Na segunda-feira (26), durante audiência de custódia, a Justiça acatou o pedido do Ministério Público e converteu a prisão em preventiva. A sessão contou com acompanhamento da Defensoria Pública, que não se opôs à decisão.
Durante o procedimento judicial, o magistrado destacou declarações da investigada, que afirmou não manter uma relação afetiva com a mãe e que os conflitos familiares eram constantes. O histórico de desentendimentos e a existência prévia de medida protetiva foram considerados elementos relevantes para a manutenção da prisão.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), e o caso é tratado como homicídio qualificado no âmbito familiar.


