
O incêndio que provocou as mortes de três crianças na cidade de Serrinha, a 70 km de Feira de Santana, começou quando uma delas ateou fogo em um colchão, na manhã deste domingo (3/05). A informação foi repassada pelas polícias Civil e Militar.
As vítimas foram identificadas como Jeremias de Jesus Borges, de 6 anos, Samuel Nascimento de Almeida, 4, e Ismael Nascimento de Jesus Borges, de 11 meses. Eles brincavam com um isqueiro dentro de casa, no bairro Ginásio, conforme informações iniciais colhidas pela PM
Uma quarta criança, uma menina de 7 anos, tentou salvar os irmãos, mas não conseguiu. Ela saiu do imóvel gritando por socorro. Depois, foi encaminhada para uma unidade de saúde com ferimentos leves.
Já a mãe das crianças, uma mulher de 27 anos, foi presa em flagrante ao chegar em casa. A ocorrência policial aponta que ela havia passado a noite fora, em uma festa, deixando os quatro filhos sozinhos na residência.
De acordo com o depoimento, a mãe estava com sinais de embriaguez e, ao ser informada sobre a morte devastadora dos filhos pelos policiais, reagiu de forma totalmente fria, sem nenhum remorso, e com a frase direta: “Morreram, foi?”.
Ela foi autuada por abandono de incapaz com resultado morte.
O questionou a Polícia Civil qual o paradeiro do pai, mas não obteve resposta.
A tragédia gerou comoção na cidade. A Prefeitura de Serrinha manifestou profundo pesar, em nota, reconhecendo o momento de dor e consternação que abate familiares e amigos das vítimas. Além disso, decretou luto oficial por três dias.
A Justiça decretou, nesta segunda-feira (4), a prisão preventiva da mãe das três crianças que morreram carbonizadas após um incêndio em uma casa na cidade de Serrinha, a cerca de 70 km de Feira de Santana.
De acordo com a Polícia Civil, a decisão foi tomada durante audiência de custódia que começou por volta das 13h e terminou às 16h.
Com a decisão, a mulher, identificada como Cristina Nascimento de Jesus, de 27 anos, seguirá custodiada na delegacia de Serrinha, à espera de transferência para o presídio feminino de Feira de Santana. Segundo a polícia, esse processo costuma ocorrer em até sete dias.

