
A pequena Ísis Gabrielly Lemos Nascimento, de apenas 2 anos, morreu nesta quarta-feira (4) após dar entrada em uma unidade de saúde de Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, em parada cardiorrespiratória e com diversas lesões e hematomas pelo corpo. O padrasto da criança, de 23 anos, foi preso em flagrante suspeito de envolvimento no caso.
A Polícia Militar foi acionada pela equipe médica, que identificou sinais de possível violência doméstica durante o atendimento. A criança teria sido socorrida por pessoas que passavam em frente à residência, após serem chamadas pelo padrasto.
Segundo o comandante do 14º Batalhão da PM, tenente-coronel Ricardo Edson, o homem apresentou a versão de que estava dando banho na menina quando ela caiu. No entanto, conforme o policial, a explicação não seria compatível com as lesões observadas pelos profissionais de saúde.
O padrasto foi detido ainda na unidade de saúde e encaminhado à Polícia Civil. A mãe da menina também foi conduzida para prestar esclarecimentos.
Avô relata que criança já apresentava hematomas
Em relato à polícia, a mãe teria afirmado que a menina apresentava hematomas dias antes da morte. Na ocasião, segundo a versão apresentada, o padrasto teria atribuído as marcas a uma possível alergia.
O avô da criança também relatou que havia percebido lesões no corpo da neta cerca de 15 dias antes e que a família chegou a demonstrar preocupação com a situação. Segundo ele, os alertas feitos à mãe não teriam sido acolhidos.
O familiar afirmou ainda que o casal estava junto havia aproximadamente três meses e que, em algumas ocasiões, a criança permanecia em casa com os dois durante os fins de semana.
Suspeito tem antecedentes, segundo a PM
De acordo com a Polícia Militar, o padrasto possui registros policiais anteriores, incluindo ocorrências relacionadas a homicídio, organização criminosa e estupro de vulnerável. A corporação também informou que ele seria integrante de uma facção criminosa.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte para esclarecer o que aconteceu com a menina e apurar eventual responsabilidade dos envolvidos. Até o momento, a dinâmica das possíveis agressões ainda será investigada.


