O médico Rogers de Oliveira Pimentel, de 44 anos, foi preso dentro de um hospital, na manhã de hoje (21), em Tangará da Serra (a 253 km de Cuiabá), durante o cumprimento de mandado expedido pela Terceira Vara Criminal e Cível da comarca de Barra do Bugres e cumprido pela Polícia Civil de Mato Grosso. Ele foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão por ter estuprado duas sobrinhas menores de idade durante anos.
Conforme consta no boletim de ocorrência, a prisão ocorreu por volta das 8h40 e foi efetuada por uma equipe de investigadores da Polícia Civil de Tangará. Após o cumprimento da ordem judicial, Rogers foi colocado à disposição da justiça.
O processo consta como transitado em julgado, ou seja, não é possível recorrer da decisão. Além da condenação pelo estupro cometido contra as sobrinhas, o médico também possui outros processos e ações penais em curso pelo mesmo crime.
Um vídeo registrado pela imprensa local mostra o momento em que o médico é conduzido pela Polícia Civil à delegacia.
O entrou em contato com o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
O crime
Conforme consta na denúncia feita pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a qual o teve acesso, os crimes chegaram ao conhecimento da polícia após a mãe das vítimas notar que sua filha, atualmente com 11 anos, estaria com comportamento estranho, agressivo e desanimada. Ela também reparou que a situação piorava quando o abusador se aproximava.
Ao indagar a criança sobre o que teria acontecido, a menina contou que vinha sendo abusada pelo tio desde os 6 anos, sendo que o último abuso ocorreu em dezembro de 2020. Em uma das ocasiões, o médico chamou a sobrinha para assistir televisão e a obrigou a passar as mãos em seu órgão genital enquanto ele passava no dela.
Ao relatar o ocorrido para a outra filha, a menina revelou a mãe que também vinha sendo estuprada pelo tio desde os 11 anos e que os abusos só pararam quando ela completou 14. Em uma das ocasiões, o médico obrigou a sobrinha a ter relações sexuais com ele, quando ainda cursava medicina no município de Santa Cruz, na Bolívia.
As crianças disseram à mãe que não contaram os fatos antes porque haviam sido ameaçadas pelo tio, que disse que mataria toda família se alguém soubesse dos abusos.


