Informações são desafio para atuação federal no sul do país

O governador Mauro Mendes e o senador Jayme Campos, ambos do União Brasil, avaliam que o presidente Lula (PT) tem se esforçado para atuar no desastre climático no Rio Grande do Sul (RS). Contudo, Mendes acredita que o governo federal tem perdido a “guerra de comunicação” sobre o assunto nas redes sociais.

“O trabalho ainda depende do tempo. As águas não baixaram ainda, mas a comunicação é o grande desafio de Lula. O que será dito do trabalho do governo nessa tragédia depende disso”, avaliou Mendes à Coluna Radar da revista Veja.

Já Jayme Campos acredita que o governo Lula vem atuando bem nas ações e respostas para ajudar o estado do sul. No entanto, ele acha que ainda é cedo para avaliar, já que as ações deverão levar tempo. “A presença do governo federal é intensa lá. Agora, não é um assunto que se resolverá da noite para o dia. As águas ainda estão lá. É um assunto que levará muito tempo, na medida que o estrago foi muito grande, uma tragédia”, disse.

O senador lembrou que é preciso criar um plano para reconstruir a infraestrutura, a indústria e a saúde do Rio Grande do Sul. “Isso depende de planejamento e levará anos para se recuperar. Uma medida certa foi a suspensão da dívida do Estado do Rio Grande do Sul pelos próximos 3 anos, com os juros. Então são providências que têm que ser feita. Agora, tem muitos aí que tentam tirar proveito [da tragédia]”, completou.

Desde que a tragédia no Rio Grande do Sul foi registrada, a polarização política ganhou as redes sociais, com troca de acusações e fake news, que distorcem muitas vezes informações e fatos. O PSOL, por exemplo, pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR), que investigasse o deputado federal Coronel Assis (União Brasil) e mais 6 parlamentares, sob acusação de disseminarem notícias falsas em relação à destruição na região, durante sessão na Câmara dos Deputados, na semana passada.

A informação reproduzida por Assis era de que caminhões com donativos estavam sendo barrados a caminho do RS por exigência de notas fiscais, o que é falso. As autoridades não estão barrando e exigindo notas fiscais dos caminhões. O que houve foi registro de multa por excesso de peso no posto de fiscalização de Araranguá (SC). No entanto, a ANTT disse que as 6 autuações seriam anuladas.

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O governador Mauro Mendes (União) sancionou a Lei nº 13.167, de 19 de dezembro de 2025, de autoria do deputado estadual Dr. João (MDB), que amplia e fortalece as ações voltadas à saúde mental materna em Mato Grosso. A nova legislação altera a Lei nº 12.618, de 2024, que instituiu o mês Maio Furta-cor, e passa a estabelecer diretrizes claras para a Política de Atenção à Saúde Mental Materna no estado. Com a sanção, o Maio Furta-cor deixa de ser apenas um período de conscientização e passa a contar com uma política pública estruturada, voltada ao cuidado psicológico das mulheres durante a gestação, o parto e o pós-parto. A lei reconhece oficialmente a saúde mental materna como parte essencial da assistência à mulher e define conceitos como os períodos pré-natal, perinatal e de puerpério. Leia também – ‘Só pena máxima não serve’, diz Riva após morte de jovem atropelada e arrastada por homem em SP Entre os principais avanços, a legislação institui diretrizes para uma atenção humanizada, baseada em critérios científicos e com foco na prevenção do sofrimento psíquico relacionado à maternidade. O texto também reforça a importância da rede de apoio às mães, da informação sobre direitos no período gestacional e puerperal e do cuidado respeitoso, com garantia de dignidade, privacidade e confidencialidade. A lei sancionada estabelece objetivos práticos que passam a orientar as ações do poder público, como a implantação do pré-natal psicológico e do pós-natal psicológico na Atenção Primária à Saúde, a realização de triagens regulares para depressão, ansiedade e burnout materno, além da oferta de apoio profissional para dificuldades comuns do pós-parto, como problemas com amamentação, dor física e alterações emocionais. Outro ponto relevante é a garantia de prioridade no atendimento psicológico e psiquiátrico para gestantes e puérperas, bem como o suporte especializado para mães atípicas e o atendimento específico em situações de luto gestacional ou neonatal. A legislação também prevê capacitação contínua de profissionais da saúde e da educação, com atenção especial à prevenção da violência obstétrica. Para o deputado Dr. João, a sanção da lei representa um avanço significativo na forma como o Estado passa a enxergar a saúde materna. “Cuidar da saúde mental das mães é cuidar das famílias e garantir um começo de vida mais saudável para as crianças. Muitas mulheres sofrem em silêncio durante a gestação e o pós-parto, e a nossa lei cria instrumentos para acolher, orientar e oferecer atendimento adequado no momento certo”. A Lei nº 13.167 entrou em vigor na data de sua publicação e consolida Mato Grosso entre os estados que adotam políticas públicas permanentes voltadas à promoção da saúde mental materna, com foco na prevenção, no cuidado humanizado e no fortalecimento da rede de atenção às mulheres.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão nesta quarta-feira (25), no qual desejou boas festas à população

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