Governador fará empréstimo, mas não dará dinheiro para reconstrução de shopping

Mauro Mendes (União) afirmou que o Estado não irá ajudar financeiramente na construção do novo Shopping Popular em Cuiabá, totalmente destruído em um incêndio no último dia 15 de julho. O governador disse que cabe ao governo apenas auxiliar os comerciantes com linhas de crédito.

Logo após o incêndio, e com a cobrança de atitudes por parte dos comerciantes ao poder público, se iniciou uma discussão sobre como os governos federal, estadual e municipal poderiam ajudar os lojistas que perderam seu meio de trabalho.

O prefeito Emanuel Pinheiro pontuou que a situação era complicada já que, por se tratar de verba pública, os poderes não podem simplesmente encaminhar o dinheiro a uma entidade privada, no caso a Associação dos Camelôs do Shopping Popular. Em entrevista na manhã de hoje (23), o governador Mauro Mendes tocou no mesmo ponto.

“Durante este período começa a chegar muitas informações, algumas delas preocupantes. Aquilo ali é uma atividade empresarial privada. Alguém alugava aquilo, alguém ganhava dinheiro com aquilo, alguém arrendou aquele estacionamento e ganhava dinheiro com aquilo, então não pode o poder público ir lá agora socorrer quem, no exercício da profissão, ganhava dinheiro. Nós temos que atender a um clamor social, o Desenvolve MT está preparando uma linha [de crédito], já disse isso inicialmente”, afirmou.

O chefe do Executivo estadual pontuou que as forças de segurança continuam apurando as causas do incêndio, após supostas informações de negligência, e destacou que o governo irá fazer sua parte, mas apenas para ajudar os camelôs.

“É muito triste, lamentável, sair tomando decisões e torrando dinheiro público desnecessariamente, mas nós estamos já para finalizar uma linha para apoiar os empreendedores. O prédio, quem construiu, quem alugava, não tomou algumas providências que poderiam ser tomadas, já existia determinação de colocar sprinkler ali e não foi atendido, então nós precisamos tratar isso com um pouco mais de cautela”, disse.

Mauro explicou que a área ocupada pelo Shopping Popular é pública, mas foi utilizada por meio de concessão à associação, para que pudesse ser explorada comercialmente.

“O Shopping Popular […], à época nós fizemos a concessão da área, foi construído com dinheiro privado, não foi dinheiro público, porque era uma atividade privada. Nós concedemos uma área em troca de uma reforma que foi feita no Ginásio Dom Aquino, aquele espaço, com autorização do Ministério Público e de lá para cá eu me afastei completamente por deixar de ser prefeito […]. Todo mundo sabe que ali era uma atividade empresarial, que muita gente alugava mercantilmente aquele espaço para os trabalhadores”.

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A força-tarefa é composta por Ministérios Públicos, Polícias Ambientais e órgãos de fiscalização de 11 estados brasileiros. A operação é coordenada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), por meio do Projeto Libertas, e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da organização Freeland Brasil e financiamento do Escritório de Assuntos Internacionais sobre Narcóticos e Aplicação da Lei dos Estados Unidos (INL). [Continua depois da Publicidade] Além de Minas Gerais e Mato Grosso, participaram os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Bahia. Em Mato Grosso, a operação contou com o apoio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), da Polícia Militar Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) com o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão em Cuiabá. Também foi cumprida uma ordem de busca e apreensão em Minas Gerais. [Continua depois da Publicidade] As investigações apontam que os animais em sua maioria aves dos biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, algumas ameaçadas de extinção, são retirados ilegalmente da natureza e comercializados em feiras clandestinas e pontos de venda irregulares. Além do tráfico de fauna, foram identificados outros crimes associados, como receptação, falsificação de documentos, maus-tratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. “A participação do MPMT na Operação Libertas reafirma nosso compromisso com a proteção da biodiversidade e o enfrentamento rigoroso aos crimes ambientais. O tráfico de fauna silvestre é uma prática cruel que compromete o equilíbrio ecológico e alimenta redes criminosas”, destacou Ana Luiza Avila Peterlini de Souza, promotora de Justiça titular da 15ª Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Cuiabá. “A operação deflagrada hoje é uma resposta contundente do Estado para proteger nossa fauna, essencial para o equilíbrio ambiental. As investigações seguem para consolidar provas e oferecer denúncia criminal pelos crimes de tráfico de fauna, maus-tratos, associação criminosa e lavagem de dinheiro”, afirmou Luciana de Paula Imaculada, promotora de Justiça do MPMG e coordenadora da operação pelo Projeto Libertas. “Essa ação integrada demonstra o compromisso sério do Ministério Público brasileiro com o enfrentamento ao tráfico de fauna silvestre, um crime que causa sofrimento a milhões de animais, ameaça espécies inteiras e compromete os serviços ecossistêmicos essenciais à vida. Combater essa prática é também proteger a saúde pública, a integridade ambiental e a própria governança do país, uma vez que essas redes criminosas frequentemente estão associadas a outras atividades ilícitas que afetam a segurança e a estabilidade ambiental”, concluiu Juliana Ferreira, diretora-executiva da Freeland Brasil.

CUIABÁ (MT) — A Polícia Militar de Mato Grosso realiza, na noite desta quarta-feira (29), o lançamento oficial da Operação Guns n’ Roses, conforme divulgado pela assessoria da corporação.

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