GOLPE DO ALUGUEL: polícia deflagra operação contra falsa locadora que enganava vítimas com anúncios fake em Lucas do Rio Verde MT

A Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Polícia de Lucas do Rio Verde, deflagrou nesta manhã “Operação Falso Locador” para dar cumprimento a mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo telefônico e sequestro de valores, visando reprimir a prática de estelionato qualificado mediante fraude eletrônica, consistente na divulgação de anúncio falso de imóvel para locação em ambiente virtual.

De acordo com os elementos colhidos no inquérito policial, a investigada teria inserido anúncio fraudulento de uma residência localizada no município de Lucas do Rio Verde, induzindo vítimas a acreditar na veracidade da oferta. A negociação era realizada por meio de aplicativo de mensagens como Marketplace, oportunidade em que a suspeita informava estar impossibilitada de acompanhar presencialmente a locação, alegando estar em viagem, mas permitindo a visitação do imóvel.

Valendo-se desse ardil, a investigada conseguiu convencer a vítima a realizar transferências bancárias via sistema PIX, inicialmente no valor de R$ 3.000,00, sob o pretexto de caução, e posteriormente mais R$ 4.000,00, alegando antecipação de aluguel e custos adicionais. Após a obtenção dos valores, a suspeita interrompeu o contato, sendo posteriormente constatado que o imóvel anunciado não estava disponível para locação, caracterizando o golpe.

Durante a investigação, foram reunidos diversos elementos probatórios que indicam a materialidade do crime e indícios relevantes de autoria.

As apurações demonstram que a suspeita utilizou meios digitais estruturados, incluindo contas bancárias recém-criadas e linhas telefônicas vinculadas a terceiros, o que evidencia uma estratégia deliberada para dificultar a identificação e rastreamento das operações ilícitas.

Diante desse contexto, a Autoridade Policial representou ao Poder Judiciário pela expedição de mandados de busca e apreensão domiciliar, bem como pela autorização de acesso a dados telefônicos e telemáticos, medidas consideradas essenciais para aprofundar a investigação, identificar possíveis coautores e recuperar ativos provenientes da atividade criminosa.

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