
A Justiça de Mato Grosso condenou 4 pessoas investigadas por integrar uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro e promoção do Jogo do Bicho, em Mato Grosso. Eles foram alvo da Operação Colibri. A decisão é da 7ª Vara Criminal de Cuiabá e foi proferida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra. Entre os condenados está o ex-genro de João Arcanjo Ribeiro, o empresário Giovanni Zem Rodrigues.
De acordo com a sentença, Giovanni, apontado como líder do grupo, foi condenado a 9 anos, 5 meses e 5 dias de prisão, em regime fechado, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, além do pagamento de 197 dias-multa.
O magistrado destacou a “culpabilidade exacerbada” do réu, citando a função de comando e a expressiva movimentação financeira em contas pessoais e de empresas ligadas a ele.
Adelmar Ferreira Lopes foi condenado a 7 anos e 6 meses de prisão, em regime semiaberto, e 105 dias-multa, pelos mesmos crimes. Já Marcelo Gomes Honorato e Agnaldo Gomes de Azevedo receberam penas idênticas: 7 anos e 6 meses de prisão, também em regime semiaberto, e 105 dias-multa.
Noroel Braz da Costa Filho, Sebastião Francisco da Silva, Paulo César Martins, Breno César Martins, Bruno César Aristides Martins, Augusto Matias Cruz, José Carlos de Freitas e Valcenir Nunes Inério foram absolvidos por falta de provas.
A Justiça ainda decretou o perdimento dos bens apreendidos em favor do Estado, por entender que foram adquiridos com recursos ilícitos. Entre os itens confiscados estão uma Fiat Toro preta, um Toyota Corolla prata, um Chevrolet Onix e um relógio Rolex, além de valores em espécie e quantias bloqueadas via sistema Sisbajud.
O juiz determinou que os bens de alto valor sejam leiloados, com o montante destinado ao Fundo Estadual de Segurança Pública (Fundepol), e que equipamentos eletrônicos e objetos sem valor econômico sejam destruídos ou doados a instituições sociais.
Na decisão, o magistrado enfatizou que o confisco dos bens “é essencial para impedir que o produto do crime seja reinserido na economia de forma disfarçada, conferindo aparência de licitude a valores ilícitos”.
Após o trânsito em julgado, os condenados terão seus nomes incluídos no rol dos culpados, e o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso será comunicado para providências legais.

