Estoques elevados de maçã fuji mantêm pressão sobre preços e mercado deve seguir saturado até agosto

Mesmo com a reta final da colheita da maçã fuji, os estoques da fruta permanecem elevados, cenário que continua pressionando os preços no mercado brasileiro. De acordo com levantamento da equipe de Hortifrúti do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, as unidades beneficiadoras ainda operam com altos volumes armazenados e enfrentam dificuldades para escoar a produção, mesmo diante da redução dos preços.Segundo os pesquisadores, a oferta disponível nesta temporada supera a registrada nas duas safras anteriores, o que contribui para a

manutenção

de um mercado mais abastecido e com menor capacidade de absorção da fruta pelos compradores.O Cepea destaca que os classificadores têm adotado estratégias de redução de preços para estimular as vendas, mas o elevado volume disponível continua limitando a velocidade de comercialização. Como resultado, os valores seguem pressionados e sem sinais de recuperação mais consistente no curto prazo.

Mercado deve permanecer abastecido nos próximos meses

A expectativa do Centro de Pesquisas é que o cenário de saturação do mercado se mantenha ao longo dos próximos meses, pelo menos até agosto. Ainda assim, já existem indicativos de que os estoques podem começar a apresentar redução gradual a partir do próximo mês, conforme o avanço da comercialização.

Com a diminuição progressiva do volume armazenado, a tendência é de que os preços iniciem um movimento de recuperação moderada. No entanto, as altas devem ocorrer de forma lenta e limitada no curto prazo.

Recuperação mais significativa é esperada para o segundo semestre

De acordo com o Cepea, valorizações mais expressivas da maçã fuji devem ocorrer apenas no segundo semestre, quando a redução dos estoques se tornar mais evidente e a oferta disponível no mercado estiver mais ajustada à demanda.Até lá, o setor deve continuar convivendo com um

ambiente

 de elevada disponibilidade da fruta, fator que restringe avanços nos preços e mantém os desafios para produtores, classificadores e demais agentes da cadeia produtiva.

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