Com o propósito de elevar a competitividade, modernizar processos produtivos e absorver novas tecnologias, empresários do setor de laticínios de Mato Grosso participaram da Missão Técnica Minas Láctea 2026. O evento ocorreu no município mineiro de Juiz de Fora, entre os dias 14 e 16 de julho, reunindo lideranças e produtores em uma imersão profunda nos principais modelos de gestão e inovação do segmento leiteiro nacional.
A iniciativa estratégica foi promovida pelo Sebrae Mato Grosso, por meio do programa Empreenda Mais Ind, em uma articulação conjunta com o Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Mato Grosso (Sindilat-MT) e a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt). Para acompanhar de perto o desenvolvimento do agronegócio regional, iniciativas industriais e notícias de utilidade pública que movimentam o estado, acesse a editoria de cenário agro, que traz uma cobertura completa sobre o setor produtivo mato-grossense.
A programação técnica foi estruturada para proporcionar uma visão panorâmica e realista de diferentes escalas produtivas. Os empresários mato-grossenses visitaram desde propriedades rurais e queijarias artesanais com tradição centenária na fabricação do tradicional Queijo Minas Artesanal — como a Queijaria La Porta — até linhas de produção industrial de grande porte, a exemplo da Piracanjuba, além de laticínios de porte intermediário compatíveis com a realidade mato-grossense, como o Laticínio Serra Negra.
Além das visitas guiadas a plantas industriais e fazendas, a comitiva marcou presença na feira Minas Láctea, considerada uma das maiores e mais
vitrines de tecnologia, insumos, equipamentos e soluções para a cadeia de lácteos na América Latina.
Segundo a gestora Estadual do Agro do Sebrae/MT, Valéria Pires, a missão cumpriu o papel de promover um intercâmbio qualificado de saberes entre estados com tradições leiteiras distintas. “O objetivo foi aproximar os participantes de diferentes sistemas de produção, modelos de industrialização e de gestão. Essa troca amplia a visão dos empresários e fortalece diretamente a competitividade dos negócios em Mato Grosso”, pontua.
O impacto prático dessa vivência foi destacado por lideranças corporativas do setor. O vice-presidente e diretor comercial da Coopernova, Milton Dalmolin, ressaltou que o acesso a bastidores industriais e redes de contatos proporcionado pelo Sebrae gerou diferenciais competitivos que dificilmente seriam alcançados em viagens independentes.
“As pequenas indústrias tiveram acesso a informações, equipamentos e soluções que talvez não conseguissem obter sozinhas. Criamos uma rede sólida de contatos entre empresários, e a troca de experiências continua ativa, fortalecendo todo o ecossistema do setor”, avalia Dalmolin.
Integração entre campo e indústria e o foco na sustentabilidade
Outro ponto nevrálgico da missão foi a constatação de que o sucesso industrial depende visceralmente da organização na origem — ou seja, dentro da porteira. A analista técnica do Sebrae Mato Grosso, Glades Kellen Machado, destacou que a experiência evidenciou a importância vital da assistência técnica, do uso de indicadores de desempenho, da agregação
ao produto final e da harmonia na integração entre produtores rurais e indústrias de laticínios.
Os aprendizados colhidos em terras mineiras já têm destino certo no planejamento estratégico regional. O conteúdo será diretamente absorvido e aplicado nas diretrizes do Projeto Boas Práticas na Pecuária, executado pelo Sebrae/MT em parceria com a organização The Nature Conservancy (TNC), servindo de alicerce para impulsionar a produtividade, a sustentabilidade ambiental e a eficiência econômica dos produtores atendidos no estado.
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