Empresário morto por engano em barbearia parou por acaso para se arrumar antes de viajar com o filho, diz mãe

O empresário Hugo Gabriel Moll, de 39 anos, morto a tiros dentro de uma barbearia em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, teria sido vítima de um erro dos criminosos. Segundo a Polícia Civil, ele não era o alvo do ataque e havia parado no estabelecimento apenas para fazer a barba antes de viajar com o filho de 12 anos.

De acordo com a mãe da vítima, Osvaldina Moll, Hugo estava conversando com um sobrinho pelo celular pouco antes de entrar no local. Ele teria decidido parar após perceber que um cliente havia acabado de sair da barbearia.

Esse cliente, conforme a investigação, seria justamente o verdadeiro alvo dos atiradores e teria envolvimento com o tráfico de drogas.

Segundo o delegado Luis Gustavo Timossi, os suspeitos receberam a informação de que o alvo estava no estabelecimento, mas não perceberam que ele havia saído pouco antes. Os criminosos chegaram atirando e atingiram Hugo, que morreu no local.

Câmeras de segurança registraram a sequência. As imagens mostram que o homem apontado como verdadeiro alvo deixou a barbearia cerca de 10 segundos antes de Hugo estacionar a caminhonete. Aproximadamente 10 minutos depois, os atiradores chegaram

Além do empresário, o barbeiro João Victor Pereira foi baleado no tórax. Ele ficou mais de 20 dias internado e se recupera em casa. Para a Polícia Civil, o disparo contra o barbeiro pode ter ocorrido numa tentativa de eliminar testemunhas.

Cinco suspeitos presos

A confirmação de que Hugo foi morto por engano foi divulgada pela Polícia Civil após a prisão temporária de cinco homens suspeitos de participação no crime.

Segundo a investigação, um dos presos, de 34 anos, teria organizado a ação. Outro, de 24 anos, teria fornecido apoio e cedido a arma usada no ataque. Um terceiro, de 27 anos, é apontado como responsável pelo monitoramento do alvo e pela condução do veículo utilizado na fuga.

Outros dois suspeitos, de 25 e 19 anos, também foram presos. A participação exata deles ainda não foi detalhada porque as diligências continuam.

A Polícia Civil informou que a investigação envolveu análise de imagens de câmeras de segurança, dados do sistema Muralha Digital e perícias. Cinco mandados de busca e apreensão também foram cumpridos.

Vítima havia se casado há apenas 20 dias

Hugo trabalhava no ramo da construção civil e não possuía histórico criminal, segundo a polícia. Ele deixou a esposa, com quem mantinha relacionamento havia cerca de 20 anos e com quem havia se casado apenas 20 dias antes do crime, além do filho de 12 anos.

O inquérito continua para esclarecer completamente a participação de cada investigado e todas as circunstâncias da execução.

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