Embarques de carne suína recuam com redução de compras de países asiáticos

As exportações brasileiras de carne suína recuaram entre junho e julho. Pesquisadores do Cepea apontam que o movimento foi influenciado sobretudo pela redução nas compras de países asiáticos, especialmente das Filipinas, o maior destino da proteína brasileira no mercado internacional.As exportações brasileiras de carne suína recuaram entre junho e julho. Pesquisadores do Cepea apontam que o movimento foi influenciado sobretudo pela redução nas compras de países asiáticos, especialmente das Filipinas, o maior destino da proteína brasileira no mercado internacional.

O Cepea destaca, com base nos dados da Secex, que o ritmo acelerado de compras durante todo o primeiro semestre de 2026 levou esse país a formar estoques

maiores

, causando um ajuste na demanda no último mês.

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Segundo o Centro de Pesquisas, retrações nos embarques no começo do segundo semestre são relativamente comuns. Nos últimos 10 anos, variações negativas em julho ocorreram cinco vezes, incluindo no ano passado. Naquela ocasião, conforme apurado pela Secex, a maior parte dos países asiáticos, o que inclui importantes parceiros como a China, as Filipinas e o Japão, diminuiu o ritmo

de compras.

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O ano de 2025 tem se caracterizado pela menor oscilação nos preços do boi gordo. Cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que a volatilidade dos preços do boi gordo neste ano está em 53,1%, menos da metade da observada em 2024 e 2023, por exemplo. Vale lembrar que o conceito estatístico de volatilidade se refere, neste caso, à variação dos preços em torno de sua média ao longo de janeiro até agora. Em outras palavras, indica a intensidade com que o preço se move para cima ou para baixo. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário sugere um ganho de eficiência na coordenação da cadeia, ainda que não necessariamente com distribuição equilibrada dos resultados entre seus elos. [Continua depois da Publicidade] Preços menos “voláteis” ao longo do ano indicam que o setor produtivo tem conseguido manter a oferta de animais mais constante – possivelmente com carcaças mais pesadas –, o que mantém as escalas continuamente preenchidas, linhas de abate ativas e abastecimentos interno e externo sem sobressalto. Com tal eficiência, pesquisadores do Cepea relatam que o mercado tem encontrado “ponto de equilíbrio”.

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