Diferencial de base do boi gordo entre Mato Grosso e São Paulo sobe para 16,5%

O diferencial de base da pecuária entre Mato Grosso e São Paulo fechou a primeira quinzena de julho em 16,51%, alargamento de 0,82 ponto percentual ante ao mesmo período de junho, o que reforça o maior distanciamento entre as praças. Esse movimento foi reflexo da maior valorização do boi gordo em São Paulo, que esteve em R$ 258,12/@ na parcial deste mês (alta de 4,28% no mesmo comparativo), segundo o CEPEA/USP.

Mato Grosso apresentou recuperação mais tímida, e ficou cotado em R$ 215,50/@ no período — aumento de 3,27% — (cotações a prazo e livre de impostos). O que segurou a alta do boi gordo mato-grossense “foi o alongamento nas escalas de abates, uma vez que as indústrias reduzem o apetite por novos negócios, visto os estoques bem abastecidos”, analisa o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA).

A oferta de fêmeas acima da média nesse ano tende a ser um fator negativo para a recuperação sazonal nos preços do boi gordo que costuma ser vista no segundo semestre.

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Os preços da soja disponível em Mato Grosso desvalorizaram 4,94%, semana passada, em relação à anterior, fechando na média de R$ 116,41/saca, na última sexta-feira. É a terceira semana consecutiva de queda nas cotações. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária divulgou, semana passada, análise do valor da soja no Estado mencionando que, nos últimos quatro anos, o preço da soja disponível exibiu grande valorização no Estado, mas esse cenário tem se invertido nos últimos meses A análise menciona, por exemplo, a cotação do último dia 20, “no Estado, que chegou a R$ 119,45/saca, sendo 88,44% maior que o observado há quatro anos (comparado com 22 de abril de 2019), devido à redução na oferta mundial da oleaginosa, o que elevou o patamar de preço. “Por outro lado, foi observado na segunda quinzena de novembro do ano passado, a constante desvalorização nas cotações da oleaginosa, devido à estimativa de grande produção para a safra 2022/23, ao prêmio portuário negativo, à queda no valor do produto em Chicago (EUA) e à menor demanda neste período, principalmente por parte da China”, acrescentaram os analistas do IMEA.

O preço do milho disponível em Mato Grosso teve queda de 3,88%, semana passada, ante a anterior, e fechou cotada a R$ 50 saca em

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