Começa hoje, nos Estados Unidos: agentes de imigração dentro dos aeroportos

A decisão do governo Donald Trump de enviar agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas, o ICE, para atuar em aeroportos dos Estados Unidos expõe uma realidade mais profunda do que a crise operacional imediata do sistema aéreo. Trata-se de uma resposta emergencial a um problema estrutural que mistura impasse político, pressão migratória e desgaste institucional.A medida foi confirmada por Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo, que afirmou que os agentes começariam a ser deslocados já nesta semana. Segundo ele, a presença do ICE nos aeroportos deve ajudar a aliviar o funcionamento das operações, especialmente em um momento de escassez de pessoal.

O pano de fundo da decisão é o shutdown parcial do governo federal, que deixou milhares de funcionários sem pagamento, incluindo agentes da Administração de Segurança no Transporte, a TSA. Esses profissionais são responsáveis pela triagem de passageiros e bagagens, uma das etapas mais sensíveis da segurança aeroportuária.

Sem remuneração regular, o número de faltas aumentou. Em alguns aeroportos, autoridades já registram índices de ausência em dois dígitos, o que compromete diretamente o funcionamento das filas de inspeção e amplia o tempo de espera.

A resposta do governo foi recorrer ao ICE, uma agência com foco em imigração e controle de fronteiras, para desempenhar funções de apoio. Segundo autoridades, os agentes não vão operar equipamentos de segurança, mas atuar em tarefas auxiliares, liberando os profissionais da TSA para funções mais críticas.

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