

A edição de maio da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos revelou aumento no custo em todas as capitais do país no mês de abril. O levantamento foi divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.
De acordo com a análise, fatores como o aumento nos custos logísticos, influenciados pelas oscilações nos preços dos combustíveis — em meio ao cenário internacional envolvendo Irã e Estados Unidos — contribuíram para pressionar os preços no varejo.
Capitais do Norte e Centro-Oeste lideram altas no mês
Na comparação entre março e abril de 2026, as maiores elevações foram registradas em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%) e Cuiabá (4,97%). Também apresentaram altas relevantes Boa Vista, Rio Branco e Teresina.
Apesar disso, São Paulo segue com a cesta básica mais cara do país, custando R$ 906,14, seguida por Cuiabá, Rio de Janeiro e Florianópolis.
Leite, feijão e tomate puxam alta dos alimentos
Entre os produtos analisados, o leite integral registrou aumento em todas as 27 capitais, influenciado pela redução da oferta no campo durante o período de entressafra. A batata também apresentou alta nas regiões do Centro-Sul, impactada pela menor disponibilidade.
O feijão teve aumento em 26 cidades, sustentado pela demanda aquecida, enquanto o tomate subiu em 25 capitais, com variações expressivas que chegaram a mais de 25% em algumas localidades.
Além disso, itens como pão francês e carne bovina de primeira ficaram mais caros em 22 capitais, refletindo tanto o custo da matéria-prima quanto a demanda firme.
Arroz sobe mesmo com início da colheita
Mesmo com o início da colheita, o preço do arroz aumentou em 21 capitais. Segundo a análise, produtores têm segurado a oferta à espera de melhores preços, reduzindo o volume disponível no mercado e pressionando as cotações.
Café é exceção e registra queda na maioria das capitais
Na contramão dos demais produtos, o café em pó apresentou redução de preços em 22 capitais, com destaque para Cuiabá (-4,56%) e Rio Branco (-3,80%). A proximidade da safra, o menor volume exportado e as incertezas no mercado internacional contribuíram para a queda.
Análise anual mostra cenário misto entre capitais
No comparativo entre abril de 2025 e abril de 2026, o custo da cesta básica aumentou em 18 capitais e caiu em nove. As maiores altas foram registradas em Cuiabá (9,99%), Salvador e Aracaju.
Já entre os produtos, arroz e açúcar tiveram queda em todas as capitais no período de 12 meses, enquanto café e manteiga também recuaram na maioria das localidades.
Pesquisa ampliada reforça monitoramento da segurança alimentar
A ampliação da pesquisa para as 27 capitais brasileiras é resultado da parceria entre Conab e Dieese, fortalecendo o monitoramento dos preços dos alimentos e contribuindo para políticas públicas de segurança alimentar e abastecimento.
A iniciativa permite uma visão mais abrangente do comportamento dos preços no país, auxiliando na tomada de decisões e no acompanhamento do custo de vida da população.


