Botafogo é condenado pela Fifa a pagar R$ 117 milhões ao Atlanta United

O Botafogo foi condenado pela Fifa a pagar pouco mais de US$ 21 milhões, cerca de R$ 117 milhões, por dar um calote no Atlanta United FC, dos Estados Unidos, na contratação do atacante Thiago Almada. A decisão foi tomada pela Câmara dos Jogadores, instância jurídica interna da Fifa, às vésperas do início do Mundial de Clubes, que terá a equipe carioca em campo.

A cifra inclui parcelas atrasadas e não quitadas e também as parcelas ainda a vencer futuramente, alcançando o valor total da negociação entre o clube americano e o brasileiro. O acordo por Almada havia sido sacramentado em junho do ano passado. O argentino foi anunciado em julho e foi uma das peças mais importantes do elenco nas conquistas do Brasileirão e da Copa Libertadores de 2024.

O jogador, da seleção argentina, deixou o time brasileiro em janeiro deste ano. E se transferiu para o Lyon, outro clube que pertence ao grupo Eagle Football, do americano John Textor, dono da SAF do Botafogo.

Pela decisão da Câmara dos Jogadores, o Botafogo precisa desembolsar US$ 21 milhões, sendo que este valor pode aumentar com o passar do tempo. A dívida consiste em US$ 3 milhões, com juros de 5% ao ano partir de 22 de julho do ano passado até a data efetiva do pagamento; e US$ 18 milhões, também com juros de 5% ao ano desde 30 de agosto de 2024.

A dívida incluir uma multa de US$ 150 mil e mais US$ 25 mil de custas judiciais, somando US$ 175 mil, equivalente a R$ 973 mil. Estes valores precisam ser depositados diretamente na conta da Fifa. O pagamento total precisa ser feito num prazo de 45 dias, caso contrário o clube sofrerá o “transfer ban”, sendo impedido de fazer contratações às vésperas de mais uma janela de transferências. A ausência de quitação também levará o caso para o Comitê Disciplinar da Fifa, com risco de eventuais sanções mais severas.

Pelo acordo entre Atlanta e Botafogo, os US$ 21 milhões por Almada seriam pagos em parcelas trimestrais até 30 de setembro de 2026. O clube brasileiro, contudo, não quitou as duas primeiras, ambas no valor de US$ 3 milhões – as parcelas seguintes seriam todas de US$ 2 milhões. Em sua defesa, o clube brasileiro admitiu a dívida somente das duas primeiras parcelas. E argumentou contra a “cláusula de aceleração” do contrato, que previa o pagamento total da dívida em caso de atraso nas parcelas.

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