
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) devem formalizar um acordo de cooperação para reforçar o combate à venda ilegal de medicamentos emagrecedores injetáveis. Os produtos, conhecidos como canetas emagrecedoras, utilizam substâncias como tirzepatida e semaglutida no tratamento da obesidade.
De acordo com o diretor da Anvisa, Daniel Pereira, a parceria permitirá ampliar ações contra crimes e riscos sanitários relacionados à produção, importação e comercialização irregular desses medicamentos, inclusive em plataformas digitais. O objetivo é coibir a oferta de produtos sem registro e sem comprovação de origem e qualidade.
Durante reunião pública realizada nesta quarta-feira (6), Pereira destacou que a iniciativa ganha relevância diante do aumento de eventos adversos associados ao uso desses medicamentos sem prescrição médica ou sem garantia de segurança.
Segundo o diretor, a cooperação consolida um modelo já aplicado em operações anteriores, como a Heavy Pen, que resultou no cumprimento de mandados judiciais e ações de fiscalização em diversos estados. As ações revelaram a dimensão do problema, com apreensões em larga escala e identificação de substâncias irregulares.
Na prática, os medicamentos apreendidos em futuras operações conjuntas passarão por análise integrada, combinando a perícia da Polícia Federal com o suporte técnico da Anvisa. Isso permitirá avaliar a composição dos produtos e os riscos à saúde da população.
Pereira afirmou que a integração fortalece tanto a avaliação sanitária quanto as investigações criminais, contribuindo para desarticular redes ilegais organizadas que atuam em diferentes estados.
O diretor também ressaltou que a proteção da saúde pública exige atuação coordenada entre diferentes órgãos e equilíbrio entre rigor técnico e acesso a medicamentos seguros. Para ele, a atuação conjunta entre regulação, fiscalização e repressão é essencial para enfrentar o problema de forma eficaz.


