ALMT convoca audiências públicas para debater proteção animal e revisão da polêmica “Lei da Pesca”

A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) definiu, nesta semana, uma agenda intensa de debates que impactam diretamente a fauna e a economia regional. Duas frentes principais foram estabelecidas: a ampliação das políticas de proteção animal e a reavaliação das regras que restringem a pesca no estado.

As audiências públicas, sugeridas pelos parlamentares da comissão, visam abrir espaço para que especialistas e a sociedade civil influenciem as decisões que tramitam na Casa de Leis.

Bem-Estar e Proteção Animal

A proposta de discutir a proteção animal busca unificar projetos em andamento e criar uma política estadual de bem-estar mais robusta. O debate deve focar em:

  • Políticas Públicas: Estratégias de controle populacional e combate ao abandono;
  • Legislação: Análise de propostas que endurecem penalidades para maus-tratos;
  • Participação Social: Diálogo com ONGs e protetores independentes para identificar gargalos no atendimento aos animais em Mato Grosso.

Revisão da “Lei da Pesca”

Outro ponto de alta temperatura política é a sugestão de uma nova audiência para debater a legislação que proíbe o transporte, armazenamento e comercialização de pescados oriundos dos rios do estado (Transporte Zero).

O presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho, defendeu a necessidade de avaliar os impactos da lei após seu período de vigência. “Precisamos medir o que houve de positivo e o que pesou negativamente tanto para o meio ambiente quanto para as famílias que dependem da atividade”, pontuou o parlamentar.

Próximos Passos na Comissão

A reunião contou com a presença dos deputados Carlos Avallone, Eduardo Botelho e Gilberto Cattani. O grupo busca equilibrar os interesses ambientais com a viabilidade econômica do estado. As datas das audiências devem ser publicadas no Diário Oficial nos próximos dias.

A expectativa é que os encontros reúnam técnicos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), representantes de colônias de pescadores e entidades de defesa dos direitos animais para embasar possíveis alterações nos textos legais vigentes.

Você acredita que a “Lei da Pesca” deve ser flexibilizada para permitir o sustento dos pescadores artesanais ou o estoque de peixes nos nossos rios ainda não se recuperou o suficiente para o fim da proibição? Deixe sua opinião nos comentários.

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