Ágio do bezerro sobre o boi gordo em Mato Grosso cai nos dois primeiros meses

O ágio da arroba do bezerro sobre a arroba do boi gordo teve queda nos primeiros meses, saindo das cotações máximas históricas atingidas nos anos de 2021 e ano passado,  quando o indicador estava na casa dos 46%, o ágio da arroba do bezerro de 12 meses e 7@ sobre a arroba do boi gordo fechou março em 32,38%.

O recuo foi pautado, principalmente, pela desvalorização da arroba do bezerro que foi intensificada nos últimos meses, reflexo da maior produção desses animais nos anos 2020 e 2021, informa o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal da pecuária.

A região Noroeste apresentou o menor ágio (25,31%) por ter maior intensidade da atividade de cria, ante as demais, e maior volume de bezerros no mercado. Uma vez mantida a perspectiva de baixa (ou, ao menos, ausência de intensas valorizações) nos preços do bezerro, o ágio tende a reduzir no Estado. Dessa forma, é uma oportunidade para os invernistas e confinadores aumentarem seu plantel.

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Os preços da soja disponível em Mato Grosso desvalorizaram 4,94%, semana passada, em relação à anterior, fechando na média de R$ 116,41/saca, na última sexta-feira. É a terceira semana consecutiva de queda nas cotações. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária divulgou, semana passada, análise do valor da soja no Estado mencionando que, nos últimos quatro anos, o preço da soja disponível exibiu grande valorização no Estado, mas esse cenário tem se invertido nos últimos meses A análise menciona, por exemplo, a cotação do último dia 20, “no Estado, que chegou a R$ 119,45/saca, sendo 88,44% maior que o observado há quatro anos (comparado com 22 de abril de 2019), devido à redução na oferta mundial da oleaginosa, o que elevou o patamar de preço. “Por outro lado, foi observado na segunda quinzena de novembro do ano passado, a constante desvalorização nas cotações da oleaginosa, devido à estimativa de grande produção para a safra 2022/23, ao prêmio portuário negativo, à queda no valor do produto em Chicago (EUA) e à menor demanda neste período, principalmente por parte da China”, acrescentaram os analistas do IMEA.

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