
A morte da idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos, atropelada na manhã desta terça-feira (20) na avenida da FEB, em Várzea Grande, ganhou grande repercussão após a circulação de imagens do momento exato do atropelamento e de publicações nas redes sociais que associam o motorista envolvido a outros crimes ocorridos no passado.
Segundo informações oficiais, a vítima atravessava a avenida quando foi atingida por uma picape, sendo arremessada para a outra pista e atingida novamente por um segundo veículo. Ilmis morreu ainda no local, e a via precisou ser totalmente interditada para os trabalhos de resgate e perícia.
O motorista do primeiro veículo deixou o local sem prestar socorro, mas foi localizado horas depois e conduzido à Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), onde foi autuado. A Polícia Civil informou que o caso é investigado como homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual, além de omissão de socorro e fuga do local do acidente.
Imagens contradizem versão apresentada
De acordo com o delegado responsável pelo caso, as imagens de câmeras de segurança mostram que a vítima já estava praticamente concluindo a travessia, a menos de um metro do canteiro central, quando foi atingida. Ainda segundo a investigação, não havia veículos à frente que justificassem a manobra, nem tentativa visível de frenagem.
A versão apresentada pelo condutor de que a vítima teria colidido contra o veículo foi classificada pela polícia como incompatível com o material técnico analisado até o momento. O inquérito segue em andamento.
Publicações citam histórico criminal, mas polícia trata caso de forma técnica
Após o acidente, publicações amplamente compartilhadas passaram a atribuir ao motorista envolvimento em crimes antigos, incluindo homicídios registrados em outros estados e em décadas passadas. A Polícia Civil, no entanto, esclareceu que essas informações não fazem parte da autuação atual e que qualquer histórico criminal só pode ser considerado dentro dos limites legais, após confirmação oficial em registros judiciais.
Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a repercussão nas redes sociais não substitui o trabalho investigativo e que a apuração segue baseada em provas técnicas, laudos periciais e imagens oficiais.
Situação atual
O motorista permanece à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia, onde o Judiciário decidirá sobre a manutenção da prisão. A Polícia Civil reforçou que novos detalhes serão divulgados apenas após a conclusão das diligências, para evitar especulações ou julgamentos antecipados.


