O abate de suínos e a produção de carne suína atingiram patamares históricos no Brasil em 2025, conforme dados divulgados neste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Foram mais de 60 milhões de cabeças abatidas no ano passado, resultando em uma produção de 5,6 milhões de toneladas de carne. Com esse desempenho, a produtividade do suíno brasileiro alcançou o maior nível desde 2011.
Na avaliação do Cepea, os resultados refletem os importantes esforços do setor produtivo nacional, especialmente no avanço tecnológico e na eficiência dos sistemas de produção. O Centro destaca que o desempenho é ainda mais significativo diante de um cenário de juros elevados, que tradicionalmente limita novos investimentos e a expansão das atividades.
Além disso, o crescimento da produção é considerado fundamental para atender à demanda crescente tanto no mercado interno quanto no externo. Os números recordes reforçam o protagonismo que o Brasil vem consolidando nos últimos anos no cenário global da carne suína.
No mercado atual, entretanto, o movimento é de recuo nas cotações. Nesta semana, os preços do animal vivo e dos cortes voltaram a cair. Segundo agentes consultados pelo Cepea, o início da segunda quinzena do mês — período em que a demanda doméstica costuma perder força — pode ter influenciado as recentes baixas.


