Produtor tem que vender milho em Mato Grosso a R$ 40 para cobrir custo e cotação atual está abaixo, aponta IMEA

O novo levantamento do custo produção do milho da safra 23/24 em Mato Grosso, do Projeto Rentabilidade aponta que custeio de julho ficou em R$ 3.368,08/hectare, retração de 0,70% ante a junho. A baixa foi impulsionada pela diminuição no custo com operações mecanizadas, defensivos e fertilizantes de 3,00%, 0,88% e 0,87%, respectivamente .

Dessa forma, com o ajuste no custeio, aliado ao recuo nas despesas com arrendamento, o custo operacional efetivo (COE) ficou em R$ 4.588,18/hectare, 0,74% a menos que em junho. Apesar da queda no custo operacional, o preço comercializado do milho no Estado registrou desvalorização de 0,89%, mês passado, e finalizou o mês passado na média de R$ 31,22/saca. Assim para cobrir o custo operacional o produtor efetivo, o produtor precisa negociar seu cereal a pelo menos R$ 40,42/saca, 22,76% menor que o preço comercializado de julho, aponta o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária.

No boletim semanal do milho o IMEA registra que, com as despesas maiores que as cotações no Estado, “as incertezas aumentam em relação a novos investimentos para o próximo ciclo”. A colheita do milho em Mato Grosso terminou na semana passada.

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Os preços da soja disponível em Mato Grosso desvalorizaram 4,94%, semana passada, em relação à anterior, fechando na média de R$ 116,41/saca, na última sexta-feira. É a terceira semana consecutiva de queda nas cotações. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária divulgou, semana passada, análise do valor da soja no Estado mencionando que, nos últimos quatro anos, o preço da soja disponível exibiu grande valorização no Estado, mas esse cenário tem se invertido nos últimos meses A análise menciona, por exemplo, a cotação do último dia 20, “no Estado, que chegou a R$ 119,45/saca, sendo 88,44% maior que o observado há quatro anos (comparado com 22 de abril de 2019), devido à redução na oferta mundial da oleaginosa, o que elevou o patamar de preço. “Por outro lado, foi observado na segunda quinzena de novembro do ano passado, a constante desvalorização nas cotações da oleaginosa, devido à estimativa de grande produção para a safra 2022/23, ao prêmio portuário negativo, à queda no valor do produto em Chicago (EUA) e à menor demanda neste período, principalmente por parte da China”, acrescentaram os analistas do IMEA.

O preço do milho disponível em Mato Grosso teve queda de 3,88%, semana passada, ante a anterior, e fechou cotada a R$ 50 saca em

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