O governo da Bahia decretou estado de emergência zoossanitária para a influenza aviária H5N1, conhecida como Gripe Aviária, que tem aves silvestres, migratória e de subsistência em alguns Estados do Brasil. O anúncio foi publicado no Diário Oficial do último sábado, 22. Em nota, o governo informou que o decreto é resultado de um acordo nacional entre o Ministério da Agricultura e da Pecuária e os 27 governadores, com o intuito de controlar a transmissão sanitária que ocorre no país. De acordo com o governo, a Bahia faz parte de uma das principais rotas migratórias de aves silvestres que atravessam continentes, a rota Nordeste-Atlântica. Até o momento, o Estado acumula quatro casos registrados em aves silvestres. O coordenador do programa de sanidade avícula da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), José Klinger, falou sobre os focos de H5N1 na Bahia e os trabalhos realizados. “Nós tivemos quatro focos, todos no extremo Sul. […] Todos em aves marinhas. Não tivemos foco em aves caipira ou de fundo de quintal. […] A população não precisa se preocupar com isso, podem ser consumidos os ovos, o frango, todos os derivados. As aves caipiras todas podem ser consumida. Nós não temos essa doença nas nossas aves domésticas e nem nas industriais”, diz Klinger. Para apoiar os Estados, o Ministério vai disponibilizar R$ 200 milhões para o combate à gripe aviária.

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