
A Petrobras elevou em 7,2% o preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras. O reajuste começou a valer neste domingo (1º) e representa um aumento de R$ 0,45 por litro em relação ao valor praticado em outubro.
A alta aumenta os custos das companhias aéreas com o abastecimento das aeronaves e pode pressionar o preço das passagens para os consumidores. No entanto, o reajuste do combustível não significa que os bilhetes terão aumento automático de 7,2%.
O valor das passagens também depende de fatores como demanda por viagens, quantidade de voos disponíveis e concorrência entre as empresas em cada rota.
Segundo aumento em dois meses
O novo reajuste acontece após uma elevação de aproximadamente 11,8% aplicada em outubro. Com isso, as companhias aéreas continuam enfrentando pressão sobre os gastos com combustível, um dos principais custos do setor.
De acordo com a Petrobras, a atualização acompanha a alta das cotações internacionais do querosene de aviação. Entre os fatores apontados pela estatal estão o aumento das tensões no Oriente Médio e a redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em meio à guerra entre os dois países.
Como funciona o reajuste
Os preços do QAV vendidos pela Petrobras às distribuidoras são revisados mensalmente, seguindo uma fórmula estabelecida em contrato.
A estatal afirma que esse modelo ajuda a reduzir os impactos das oscilações de curto prazo. Em outros mercados, os preços podem ser atualizados diariamente.
A Petrobras também sustenta que os aumentos acumulados desde o início do conflito internacional foram mais expressivos nos mercados externos do que no Brasil. Segundo a empresa, essa diferença mantém o combustível comercializado no país em condições competitivas.

