
Com a proximidade da votação da proposta que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1, senadores da direita devem apoiar PEC para evitar desgaste político nas eleições de 2026.
Os partidos de oposição fizeram cálculos políticos e o indicativo é de que há pouco espaço para mudanças no texto e para apreciação de emendas. A tendência é das legendas liberarem as bancadas e votarem a mesma proposta que foi aprovada na Câmara.
O PL vêm discutindo internamente de que forma evitaria prejuízos eleitorais para o candidato Flávio Bolsonaro (PL) na votação da 6×1. A estratégia traçada até semana passada era esvaziar as sessões plenárias, tentar obstruir as discussões, ganhar tempo para empurrar a análise da PEC para depois do segundo turno das eleições presidenciais. Mas, o termômetro em Brasília indica que o governo tem a maioria e votará o texto ainda nesta semana.
O posicionamento e as cobranças feitas pelo presidente Lula (PT) fizeram o PL reavaliar os próximos passos. Senadores da oposição, entre eles, o governador eleito de Minas Gerais Cleitinho Azevedo (Republicanos) fizeram coro para a aprovação da matéria. Há um entendimento de que se Flávio Bolsonaro votar contra a PEC poderia ser ainda mais prejudicial eleitoralmente.


