
Um proprietário de lava-jato, de 36 anos, denunciou ter sido espancado por quatro pessoas após um desentendimento envolvendo posicionamentos políticos em Sorriso, em Mato Grosso. O trabalhador sofreu fraturas no braço, na perna e nos dedos da mão e poderá ficar até 120 dias afastado das atividades profissionais, segundo informações divulgadas pelo JK Notícias.
O caso aconteceu no dia 1º de outubro, por volta das 17h30, na região central do município. A vítima afirma que as agressões começaram após uma discussão com pessoas que, segundo seu relato, seriam apoiadoras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O homem declara ser apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Conforme a denúncia, dois homens e duas mulheres teriam ido até o estabelecimento, chutado o portão e iniciado uma discussão com o proprietário. A situação teria evoluído para agressões físicas.
Discussão teria começado por causa de adesivos políticos
Segundo o relato da vítima, ele estava trabalhando na lavagem de um veículo e colocava adesivos de cunho político no automóvel quando houve o desentendimento com quatro pessoas que seriam vizinhas.
O trabalhador afirma que os envolvidos questionaram suas preferências políticas e que a discussão começou após perceberem que os adesivos demonstravam apoio a candidatos diferentes daqueles defendidos pelo grupo.
Ainda conforme a denúncia, depois de pedir que as pessoas deixassem o local, o proprietário teria sido atacado. Ele afirma que levou golpes e uma pedrada que provocou uma fratura no braço.
O JK Notícias divulgou um vídeo que, segundo o portal, mostra o momento do episódio. As circunstâncias das imagens e a participação de cada suspeito deverão ser apuradas pelas autoridades.
Fraturas podem deixar trabalhador afastado por quatro meses
As lesões relatadas são graves e podem comprometer a rotina profissional do proprietário do lava-jato. Conforme informações encaminhadas ao JK Notícias, ele sofreu fraturas no braço, na perna e em três dedos da mão, com possibilidade de afastamento de até 120 dias.
Há uma diferença entre os relatos sobre a quantidade de dedos atingidos. De acordo com as informações registradas pela Polícia Civil, a vítima declarou ter fraturado o braço, a perna e um dedo da mão esquerda.
Além das limitações físicas e das dores, o afastamento preocupa o trabalhador por comprometer suas atividades no estabelecimento, de onde tira seu sustento.
Caso foi denunciado à Polícia Civil
A vítima procurou a Delegacia de Polícia Civil de Sorriso no dia 7 de outubro e denunciou as agressões. A ocorrência foi registrada como lesão corporal, com quatro pessoas apontadas como suspeitas.
O trabalhador recebeu orientações para realizar exame de corpo de delito e apresentar documentos médicos, fotografias e outros elementos que comprovem os ferimentos. Também foi orientado a preservar possíveis imagens de câmeras de segurança e identificar testemunhas.
Quanto aos danos no portão do estabelecimento, a orientação foi reunir fotografias, orçamentos e outros registros que possam demonstrar os prejuízos.
A Polícia Civil deverá investigar a dinâmica da ocorrência, a participação individual dos suspeitos e a possível motivação política. Até o momento, não há confirmação de prisões relacionadas ao caso.
O episódio reforça a gravidade de situações em que divergências políticas são apontadas como motivo para agressões físicas. A responsabilidade dos envolvidos deverá ser esclarecida durante a investigação.


