Bebê sofre 3 paradas cardíacas após beber leite de cabra cru e passa 11 dias internada

Uma menina de apenas 17 meses passou por uma grave emergência de saúde após consumir leite de cabra cru, nos Estados Unidos. Brooklyn Marris ficou 11 dias internada, sofreu três paradas cardíacas e precisou de tratamento para substituir temporariamente a função dos rins.

O caso aconteceu em junho de 2025, na Califórnia, e começou com sintomas que pareciam gastrointestinais. Brooklyn apresentou diarreia e, posteriormente, vômitos que mudaram de coloração, passando do amarelo para um tom esverdeado.

De acordo com o relato compartilhado pela família, exames identificaram uma infecção causada pela bactéria Escherichia coli produtora da toxina Shiga (STEC) e síndrome hemolítico-urêmica (SHU), uma complicação grave que pode provocar lesões nos rins.

A investigação apontou o leite de cabra cru como provável fonte da infecção. Diferentemente do leite pasteurizado, o produto não passa pelo tratamento térmico utilizado para eliminar bactérias que podem causar doenças.

Criança ficou sete dias sem urinar

Durante a internação, Brooklyn chegou a ficar sete dias sem produzir urina e precisou de diálise para substituir a função dos rins.

Os exames indicaram que a menina apresentava sinais compatíveis com a síndrome hemolítico-urêmica, que pode provocar destruição dos glóbulos vermelhos, queda das plaquetas e lesão renal aguda.

O quadro se agravou rapidamente. Brooklyn precisou ser intubada e passou por procedimentos para iniciar a diálise.

Três paradas cardíacas

Em determinado momento, os médicos tentaram retirar a criança do ventilador mecânico, mas ela não despertava. A equipe também identificou uma infecção por Streptococcus pneumoniae e iniciou tratamento.

No dia seguinte, durante a investigação de possíveis complicações neurológicas, Brooklyn sofreu três paradas cardíacas antes de uma punção lombar que estava sendo planejada.

Segundo o relato da família, a menina conseguiu recuperar a consciência naquela mesma noite.

Posteriormente, exames confirmaram a presença da E. coli O157:H7, uma das cepas associadas à síndrome hemolítico-urêmica. A diálise continuou enquanto os médicos monitoravam a função cardíaca e a pressão arterial.

Recuperação

A síndrome hemolítico-urêmica pode comprometer os rins porque provoca pequenos coágulos nos vasos sanguíneos desses órgãos, prejudicando sua capacidade de funcionar normalmente.

Após dias de tratamento, Brooklyn voltou a se alimentar e começou novamente a produzir urina. Ela deixou a UTI pediátrica e foi transferida para a enfermaria no dia 12 de junho.

A menina recebeu alta hospitalar em 15 de junho, após 11 dias de internação. Segundo a família, sua função renal continuou melhorando durante o acompanhamento médico.

Meses depois, Brooklyn passou a reproduzir em suas brincadeiras parte dos cuidados que recebeu durante a recuperação. A mãe contou que a filha dava “remédio bom” para uma boneca, imitando o tratamento que havia recebido no hospital.

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