
A confirmação de seis novos casos de raiva em bovinos e equinos nas regiões de Dom Aquino e Rondonópolis acendeu o sinal de alerta entre os pecuaristas de Mato Grosso.
O avanço da doença — que é fatal para os animais e transmissível para o ser humano — levou o Sistema Famato e o Indea-MT a reforçarem as orientações de prevenção e notificação obrigatória em propriedades rurais do estado.
Até o fim de setembro, Mato Grosso já somou 18 focos da enfermidade em 2026. Transmitida pela mordida de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue), a raiva ataca o sistema nervoso e exige cuidados imediatos do produtor e dos trabalhadores do campo.
Sintomas no rebanho e o que o produtor deve (e não deve) fazer
A identificação rápida é fundamental para conter novos focos na região:
- Sintomas mais comuns: O animal se isola do lote, apresenta andar cambaleante, tropeça, desenvolve paralisia nas patas traseiras e tem dificuldade para engolir ou se levantar. Na fase final, deita de lado fazendo movimentos de “pedalagem”;
- Alerta de segurança (não mexa na boca): É proibido colocar a mão na boca de animais com suspeita de engasgo ou sintomas nervosos, pois o vírus é transmitido pelo contato com a saliva. Em caso de acidente ou suspeita, a pessoa deve procurar imediatamente o posto de saúde;
- Exame sem custo: Ao notar qualquer alteração neurológica ou identificar mordidas de morcegos e abrigos da espécie na fazenda, o produtor deve acionar o Indea-MT. A coleta de material e a análise laboratorial são gratuitas;
- Regra de vacinação: A imunização periódica de bovinos e equinos é a principal defesa. Animais vacinados pela primeira vez precisam receber a dose de reforço (segunda dose) exatamente 30 dias após a primeira aplicação.


