
Um aluno de uma Escola Militar de Sorriso denunciou que teria sido alvo de constrangimentos, humilhações e ofensas verbais praticadas por um professor dentro da sala de aula após ele reclamar da conduta do professor no início de agosto. O educador supostamente utilizaria expressões como “idiotas” e “vocês são babacas” para se dirigir aos alunos durante as aulas.
Em uma das situações relatadas, um estudante teria perguntado se deveria escrever uma anotação no caderno com caneta azul ou vermelha. Ao ouvir o menino dizer ao colega que não escreveria de vermelho, o professor teria interferido e perguntado: “O que você já está falando de política, seu babaca?”.
Após tomar conhecimento do episódio, o pai procurou a direção da escola. Uma ata teria sido elaborada pela coordenação para registrar a reclamação da família.
Novas acusações
Apesar da intervenção dos responsáveis, novas ofensas teriam ocorrido quando, na ocasião, o menino exercia a função de “xerife”, uma espécie de líder responsável por auxiliar na organização da turma.
Durante a aula, alguns estudantes estariam circulando pela sala. O professor teria chamado o “xerife” e solicitado o caderno usado para registrar os alunos. Quando o menino se apresentou, o educador teria questionado se realmente era ele quem desempenhava a função.
Após a confirmação, o professor supostamente afirmou que o estudante “não servia para aquela função” porque “não tinha capacidade”. O menino teria retrucado, afirmando que o educador é que “não tinha capacidade de ser professor” diante da forma como tratava a turma.
Na sequência, o professor teria mandado o aluno sair da sala e o encaminhado, aos gritos, até a coordenação da unidade. As informações registradas apontam que o caso foi classificado como possível injúria praticada verbalmente e envolvendo violência psicológica.
Mãe diz que professor recusou conversa
No dia seguinte ao segundo episódio, a mãe do aluno foi até a escola para pedir explicações. Ela solicitou uma conversa com o professor para compreender o que estava acontecendo dentro da sala de aula.
Conforme o relato da família, o professor teria se recusado a conversar com a mãe. Diante da situação, uma nova ata foi confeccionada pela coordenação da escola.
O caso deverá ser encaminhado aos órgãos responsáveis para investigação e adoção das providências cabíveis. Até o momento, não há informação sobre eventual afastamento ou aplicação de medida administrativa contra o professor.


