
A Prefeitura de Santo Antônio de Leverger (35 km de Cuiabá) decretou situação de emergência diante do avanço do fogo na zona rural da cidade. Desde segunda-feira (31) um incêndio florestal toma conta do Morro de Santo Antônio. As chamas que tomaram o ponto turístico podem ser vistas da Capital.
Há vários um incêndio florestal tem atingido a comunidade de Morrinho, no entorno do Morro de Santo Antônio, o que tem gerado preocupação e cautela entre autoridades e moradores.
No decreto a prefeita Francieli Magalhães destaca o parecer técnico da Defesa Civil local, que alerta sobre “condições favoráveis à propagação de incêndios florestais”.
Também estão em risco estão as comunidades de Varginha, Altos do Leverger e a Fazenda Experimental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A situação de emergência por queimadas e incêndios na região tem o prazo de 90 dias.
Diante do avanço das chamas, a expectativa é de que o combate passe a ser feito por aeronaves, já que a proporção das chamas tem dificultado o vanço dos brigadistas por terra.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Luciara, Matupá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).


