
Uma forte explosão registrada no Sol nesta semana lançou partículas em direção à Terra e colocou especialistas em alerta para a possibilidade de uma tempestade geomagnética entre esta sexta-feira (28) e sábado (29).
O fenômeno teve início na terça-feira (25), quando uma erupção solar de classe M6.9 atingiu seu pico por volta das 6h02, no horário de Mato Grosso. O evento ocorreu em uma região ativa do Sol identificada como AR4513 e provocou uma ejeção de massa coronal, conhecida pela sigla EMC.
Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), parte do material lançado pelo Sol está direcionada para a Terra.
A previsão aponta possibilidade de uma tempestade geomagnética de nível G2, considerada moderada, nesta sexta-feira e também no sábado.
A escala utilizada pela NOAA varia de G1 a G5, sendo G1 o nível mais baixo e G5 considerado extremo.
Quais os riscos?
Tempestades geomagnéticas acontecem quando partículas e campos magnéticos provenientes do Sol interagem com o campo magnético da Terra.
Em eventos de nível G2, podem ocorrer oscilações em sistemas elétricos principalmente em regiões de altas latitudes, além de interferências em comunicações de rádio, sistemas de navegação e operações de satélites.
Satélites em órbita baixa também podem sofrer aumento do arrasto atmosférico.
Outro efeito conhecido das tempestades solares é o aparecimento de auroras em locais onde normalmente o fenômeno não é observado.
Apesar do alerta, a tempestade prevista é classificada como moderada e não representa o nível máximo da escala de eventos geomagnéticos.
Falta de energia na quarta-feira teria relação?
Moradores de algumas cidades podem relacionar eventuais quedas de energia registradas durante a semana com a atividade solar, mas, até o momento, não existem elementos que indiquem essa ligação.
Na quarta-feira (26), um dia depois da explosão solar, os índices geomagnéticos registrados pela NOAA ainda estavam abaixo dos níveis caracterizados como tempestade geomagnética.
A chegada dos principais efeitos das ejeções solares que partiram do Sol no dia 25 era esperada somente entre os dias 28 e 29.
Por isso, uma eventual interrupção no fornecimento de energia registrada na quarta-feira provavelmente teve origem na própria rede elétrica e não na tempestade solar prevista para este fim de semana.
A confirmação da causa de uma queda de energia específica, porém, depende da concessionária responsável pelo fornecimento na região.


